RANKING NACIONAL
Mato Grosso lidera ranking nacional com menor proporção de presos sem condenação
Kamila Arruda
Mato Grosso aparece na 1ª colocação do país no ranking de estados com menor proporção de presos provisórios, ou seja, pessoas que estão presas sem condenação definitiva. O dado faz parte do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
De acordo com o levantamento, o estado registrou 10,40% de presos sem condenação, o menor percentual entre todas as unidades da federação. O resultado coloca Mato Grosso à frente de Rondônia (2º lugar) e Roraima (3º), que também apresentam índices relativamente baixos nesse indicador.
O ranking avalia a proporção de presos provisórios em relação ao total da população carcerária, indicador considerado relevante para medir a eficiência do sistema de justiça criminal e o tempo de resposta dos processos judiciais.
Gargalos do sistema prisional
No Brasil, uma parcela significativa das pessoas que estão no sistema penitenciário ainda aguarda julgamento. Esse grupo é formado por presos provisórios, que permanecem privados de liberdade enquanto o processo judicial segue em andamento.
O indicador analisa justamente a participação desse grupo dentro do total da população prisional, que inclui presos provisórios, condenados em regime fechado, semiaberto e aberto, além de pessoas submetidas a medidas de segurança, como internação ou tratamento ambulatorial.
Especialistas apontam que percentuais elevados de presos sem condenação costumam revelar gargalos estruturais no sistema de justiça, como lentidão processual, sobrecarga de tribunais e dificuldades na gestão penitenciária.
Mato Grosso em destaque
O desempenho de Mato Grosso indica que, proporcionalmente, a maior parte da população carcerária do estado já possui sentença judicial, o que reflete maior celeridade na tramitação dos processos criminais quando comparado a outros estados brasileiros.
A posição de liderança no ranking reforça um cenário em que a proporção de presos provisórios é significativamente menor do que a observada em diversas regiões do país, onde o percentual pode ultrapassar 40% da população prisional.
Os dados utilizados no levantamento têm como base informações do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e integram os indicadores que compõem o Ranking de Competitividade dos Estados.



