RESPOSTA ABAIXO DO ESPERADO
Teste grande, resposta pequena: quem ganhou e quem perdeu na derrota do Brasil
Bebeto Dias
A derrota da Seleção Brasileira por 2 a 1 para a Seleção Francesa deixou mais do que um resultado negativo. Foi um recado claro. Mesmo com um jogador a mais por boa parte do segundo tempo, o Brasil não conseguiu se impor e mostrou que ainda falta “casca” para jogo grande na era Carlo Ancelotti.
Os gols franceses saíram com Kylian Mbappé e Hugo Ekitike. Pelo lado brasileiro, Bremer descontou após boa jogada de Luiz Henrique. E mais do que o placar, o jogo serviu como um divisor: quem cresceu… e quem se complicou de vez na corrida pela Copa.
📈 Quem ganhou moral
O grande nome brasileiro da noite foi Luiz Henrique. Saiu do banco, mudou o jogo e foi o único atacante capaz de vencer duelos individuais contra a defesa francesa. Criou, finalizou, participou diretamente do gol e colocou pressão real na disputa por vaga.
Wesley também deixou boa impressão. Encarou um lado pesado do campo, competiu e não se escondeu, o tipo de postura que conta muito nesse nível.
E Bremer, mesmo em uma defesa exposta, apareceu no ataque, marcou e ainda quase empatou. Em noite coletiva ruim, são esses detalhes que mantêm nomes vivos.
📉 Quem perdeu espaço
A lista negativa é mais extensa. Ederson não falhou diretamente, mas também não passou segurança, nem com as mãos, nem com os pés, que sempre foram seu diferencial.
Léo Pereira sentiu o jogo, tomou decisões erradas e perdeu força em uma posição extremamente disputada.
Já Douglas Santos foi talvez o retrato mais claro da atuação brasileira: discreto, pouco participativo e sem impacto. Em jogo grande, isso pesa e muito.
⚠️ O recado final
A derrota não elimina ninguém da briga… mas reposiciona todo mundo. Porque agora não é mais sobre potencial. É sobre resposta.
E contra a Croácia, o cenário muda: deixa de ser teste e vira praticamente uma última chamada. Quem não aparecer… pode ficar pelo caminho.


