A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, se posicionou sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a medida foi um “equívoco”, defendendo que não há provas que justifiquem a detenção.
Durante entrevista à imprensa, Virgínia afirmou que, na visão dela, Bolsonaro “não deveria nem ser preso”, alegando que não existe comprovação de crime.
“Não tem nada que justifique, que prove que ele cometeu algo para ser preso. Tem pessoas que foram presas e foi provado, tanto que saiu em rede nacional”, disse.
A primeira-dama também saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, destacando a relação pessoal que teve com ela. Segundo Virgínia, Michelle foi “muito parceira” durante o período em que esteve no Palácio do Planalto e elogiou seu perfil familiar.
Virgínia Mendes ainda criticou o que classificou como “inversão de valores” no sistema, ao comparar a situação de Bolsonaro com outros casos. Ela citou, por exemplo, pessoas envolvidas em crimes graves que, segundo ela, acabam sendo soltas rapidamente.
“Você vê presos aí que matam uma família ou levam toneladas de droga e no outro dia estão na rua”, declarou.
Seu esposo, governador Mauro Mendes (UB), confirmou nesta quinta-feira (26), que deixa o governo do Estado na próxima terça-feira (31), para disputar uma cadeira para o Senado. Nos bastidores, Virginia é cotada como uma possível candidata a deputada federal.


