INCLUSÃO
Unimed Cuiabá encerra semana de conscientização sobre TEA com participação das famílias
Muvuca Popular
Música, brincadeiras, pipoca e muito acolhimento marcaram o encerramento da semana de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas três Clínicas Multidisciplinares da Unimed Cuiabá. Com o tema “Descobrindo Novos Mundos”, a iniciativa reuniu crianças, familiares e profissionais em atividades voltadas à inclusão e ao desenvolvimento.
O diretor-presidente da Unimed Cuiabá, Carlos Bouret, destacou a importância da mobilização, especialmente diante do número de atendimentos realizados pela cooperativa.
“Atualmente, cerca de 3 mil pessoas com TEA são acompanhadas pela Unimed Cuiabá, entre crianças, adolescentes e adultos. Nos Recursos Próprios mais de 500 crianças são atendidas mensalmente. Promover a conscientização é fundamental para reduzir o preconceito e fortalecer ambientes mais acolhedores e inclusivos, valorizando o potencial de cada indivíduo”, afirmou.
A psicóloga e responsável técnica da Clínica II, Priscila Aguilera, explicou que a programação foi estruturada para estimular habilidades, principalmente as sociais, ao longo da semana.
“Cada dia teve uma temática diferente e, no encerramento, trouxemos as famílias para participar das atividades. Entendemos que o impacto do tratamento vai além das quatro paredes da clínica, e incluir os familiares é também uma forma de capacitá-los e fortalecer esse vínculo”, ressaltou.
Segundo ela, a data vai além da conscientização, sendo também um momento de dar visibilidade à diversidade dentro do espectro autista.
“Muitas pessoas ainda não possuem diagnóstico. Falar sobre o tema é ampliar o acesso ao tratamento, à educação e aos espaços públicos. É sobre inclusão e visibilidade”, pontuou.
Mãe da pequena Maria Cecília, de 6 anos, Jaqueline Avelino acompanhou de perto a evolução da filha desde o início das terapias. A criança possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte e apresenta uma limitação verbal significativa, conseguindo se comunicar, mas de forma bastante restrita.
“A evolução no autismo acontece aos poucos, em pequenas conquistas do dia a dia. Hoje, ela consegue realizar atividades simples, como ir à escola sem crises ou entrar e sair do carro sozinha”, relatou.
Jaqueline também destacou avanços importantes no desenvolvimento da filha.
“Antes, ela tinha muita dificuldade em ambientes públicos por causa dos estímulos. Com as terapias, isso mudou. Hoje ela já está em processo de alfabetização e até aprendeu a andar de bicicleta em poucas semanas. São conquistas que nos emocionam muito”, afirmou.


