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ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

Cuiabá aos 307 anos: centro histórico reúne imóveis antigos e desafios de preservação

Nickolly Vilela

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Aos 307 anos, Cuiabá preserva parte de sua história em casarões e ruas antigas mas também carrega perdas silenciosas. Entre demolições, descaracterizações e abandono, especialistas apontam que a capital mato-grossense viu desaparecer parte significativa de sua memória urbana ao longo do século XX.

O próprio IPHAN reconhece que o crescimento urbano provocou uma “descaracterização parcial do núcleo histórico”, especialmente a partir da expansão iniciada entre as décadas de 1930 e 1970. Um dos exemplos mais emblemáticos é a demolição da antiga Igreja Matriz, em 1968, substituída por uma nova estrutura, símbolo de uma época em que preservar não era prioridade.

Foto: Arquivo Público

Hoje, o que restou dessa Cuiabá antiga está concentrado em uma área relativamente pequena. O centro histórico tombado corresponde a cerca de 13,1 hectares e reúne aproximadamente 400 edificações dos séculos XVIII, XIX e XX.

Mesmo entre os imóveis protegidos, a situação é delicada. Levantamentos apontam que cerca de 400 imóveis tombados enfrentam algum nível de abandono ou degradação. Em muitos casos, fachadas desabam, estruturas se deterioram e casarões históricos deixam de cumprir qualquer função social.

Para a professora Luciana Mascaro, que atua em projetos de preservação do centro histórico, a situação está diretamente ligada à falta de políticas públicas contínuas. “O centro histórico da capital está degradado porque faltam políticas públicas direcionadas ao tema”, afirma. Segundo ela, iniciativas acadêmicas têm buscado mapear riscos e orientar intervenções, mas ainda enfrentam limitações diante da complexidade do problema.

Mas a perda em Cuiabá vai além da arquitetura. Com a expansão urbana e as mudanças no modo de vida, desapareceram também práticas cotidianas que ajudavam a definir a identidade local: os quintais produtivos, as rodas de conversa nas calçadas e a relação direta com o Rio Cuiabá, que deixou de ser parte central da vida urbana.

Aos 307 anos, Cuiabá reúne um conjunto de imóveis históricos reconhecidos por órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados à conservação e ao uso dessas estruturas ao longo do tempo.

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