Entregadores e motoristas de aplicativo realizaram uma passeata na manhã desta segunda-feira (14), às 9h, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, em protesto contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2026. A mobilização reuniu trabalhadores que contestam a proposta e defendem mudanças como taxa mínima de R$ 10, pagamento de R$ 2,50 por quilômetro adicional, transparência algorítmica, seguro efetivo e criação de pontos de apoio.
O projeto busca regulamentar a atividade no país sem reconhecer vínculo empregatício, classificando os profissionais como autônomos plataformizados. A proposta, no entanto, é alvo de críticas da categoria, que aponta manutenção do poder das plataformas, repasses considerados baixos, possibilidade de taxas elevadas e ausência de garantias trabalhistas. O texto também fixa piso de R$ 8,50 por corrida, prevê modelos de remuneração por serviço ou por tempo e estabelece teto de até 30% sobre o valor pago pelo usuário, o que, segundo os manifestantes, contribui para a precarização da profissão.
Com faixas e motos, o ato criticou o que os trabalhadores consideram um avanço sobre seus rendimentos e condições de trabalho. Participantes afirmaram que não aceitam novas cobranças sem contrapartidas das empresas e defenderam a manutenção da autonomia na atividade. A manifestação integra um movimento nacional de pressão contra o projeto e busca ampliar a repercussão do debate nas redes sociais e em Brasília.


