NATURAL
Leitão vê disputa entre Jayme e Pivetta como saudável e afirma que decisão deve ocorrer apenas na convenção
Do Local - Renato Ferreira
O ex-deputado federal Nilson Leitão (PP), pré-candidato à Câmara Federal, avalia que a disputa interna entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Jayme Campos (União Brasil) pela preferência do grupo governista, especialmente a federação União Progressista, deve se estender até as convenções partidárias. Para ele, o cenário é natural e fortalece o processo democrático.
Leitão afirma que não há definição antecipada dentro da federação e que o momento é de construção política. Segundo ele, tanto Pivetta quanto Jayme têm legitimidade para disputar o espaço e buscar viabilizar seus projetos ao governo do Estado.
“O período agora é de colocar nomes à disposição. Não existe candidatura carimbada antes da convenção. Cada um precisa conquistar seu espaço dentro das regras partidárias”, afirmou em Sinop, durante a participação a Norte Show.
Vale lembrar que, Jayme integra a federação, e Pivetta, apesar de não fazer parte, tem o apoio de parte dos correligionários, inclusive do ex-governador Mauro Mendes, presidente do União Brasil em Mato Grosso.
Leitão destacou que Pivetta, por estar no exercício do cargo, tem o direito natural de disputar a reeleição, enquanto Jayme Campos também apresenta um projeto legítimo para o Executivo estadual.
“O grupo tem mais de um nome, e isso é importante. O Pivetta tem essa condição por estar na cadeira, mas o senador Jayme também coloca seu projeto e precisa ser respeitado”, pontuou.
De acordo com o ex-deputado, a definição sobre quem representará o grupo governista deve ocorrer apenas no período das convenções, previsto para meados do ano eleitoral. Até lá, ele defende que o debate seja ampliado dentro das bases partidárias.
Na avaliação de Leitão, a concorrência interna não deve ser vista como um problema, mas sim como um elemento saudável para a democracia. Ele criticou a prática de decisões antecipadas e centralizadas dentro dos partidos.
“A disputa é democrática. Não pode existir essa ideia de que discutir nomes é algo negativo. Pelo contrário, é positivo. Não se pode cortar o sonho ou o desejo de ninguém de ser candidato”, afirmou.
Ele ainda comparou o processo brasileiro com o modelo adotado em outros países, onde pré-candidatos percorrem suas bases por longos períodos antes da definição final. Para Leitão, permitir esse debate fortalece tanto os partidos quanto o eleitorado.
“A discussão interna mobiliza a base, envolve os filiados e dá mais legitimidade ao escolhido. Acho que é ótimo termos dois bons nomes disputando”, concluiu.


