OPERAÇÃO SEM RASTROS
Operação cumpre 12 ordens contra facção por execução e ocultação de corpo; Veja
Muvuca Popular
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Sem Rastros para desarticular um grupo criminoso investigado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver no município de Araputanga.
Ao todo, são cumpridas 12 ordens judiciais, incluindo três mandados de prisão preventiva, uma internação provisória, quatro buscas e apreensões e quatro quebras de sigilo telefônico. As medidas foram autorizadas pela Justiça e são executadas nas cidades de Araputanga, Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste.
As investigações tiveram início após o desaparecimento da vítima, vista pela última vez em 20 de fevereiro deste ano. Após cerca de dois meses de apuração, a Polícia Civil identificou cinco suspeitos com participação direta no crime.
De acordo com as investigações, a vítima vinha sendo ameaçada por integrantes da facção, sob suspeita de envolvimento em um crime de natureza sexual. No dia do homicídio, ela foi atraída para uma emboscada em uma residência, onde teve a capacidade de defesa anulada.
Na sequência, a vítima foi levada até as margens do Rio Jauru, onde foi morta com um golpe de faca no pescoço. Após a execução, os criminosos tentaram ocultar o corpo, incendiando-o e lançando-o no rio, numa tentativa de dificultar as investigações.
Durante o trabalho policial, foram reunidas provas como depoimentos, relatórios investigativos e registros de áudio e vídeo que confirmaram a atuação do grupo. As buscas pelo corpo contaram com apoio do Corpo de Bombeiros e da Politec.
Um dos investigados, já conhecido por crimes graves e monitorado por tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo após o crime e fugiu em direção a Cáceres.
O nome da operação faz referência à tentativa dos criminosos de eliminar vestígios do homicídio. A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, voltada ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso, e também faz parte da Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça.


