CASAMENTO DE FACHADA
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, diz Medeiros sobre possível aliança com MDB
Muvuca Popular
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) afirmou que eventuais articulações políticas envolvendo uma possível aproximação entre o PL e o MDB no Mato Grosso fazem parte do processo natural do período pré-eleitoral, mas sinalizou resistência a uma composição que una interesses distintos no Estado. A declaração ocorre em meio às especulações sobre uma possível aliança envolvendo a deputada estadual e também pré-candidata ao Senado Janaina Riva (MDB).
Segundo Medeiros, encontros entre lideranças políticas são comuns nesta fase de articulações. Ele se refere a um jantar em Brasília que teria reunido parlamentares do PL, o presidente Valdemar da Costa Neto e a deputada emedebista, que é nora do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo do Estado.
O parlamentar destacou ainda que, apesar das articulações nacionais, os cenários estaduais podem seguir caminhos diferentes. “Ela tem esse acesso, mas nós estamos firmes aqui na nossa candidatura, e a preocupação do MDB aqui no estado é mais por uma questão conjuntural local, então nada impede que haja uma coligação nacional e aqui a gente fique separado”, disse.
Em tom mais incisivo, Medeiros resumiu sua avaliação sobre possíveis imposições de alianças políticas: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”. O deputado também questionou a viabilidade de uma eventual união forçada entre os grupos políticos.
“Se a gente for forçado a ter uma coligação com o MDB, você vai fazer o quê? Não tem como desfiliar, não tem como ir para outro partido, você vai ter que disputar a eleição, mas aí quem vai julgar é o eleitor”, declarou.
Medeiros comparou ainda uma eventual aliança imposta a um “casamento que não se sustenta na prática”. “Se você forçar um casamento, ele vai estar no papel e não vai se realizar de fato”, disse.
Apesar das críticas, o parlamentar evitou afirmar que haverá rompimento definitivo entre os grupos, mas reforçou a dificuldade de convivência eleitoral em palanques distintos dentro do estado.


