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CRUELDADE COM ANIMAL

Dona de pet shop onde cão foi “cozido vivo” se entrega, paga fiança e deixa delegacia

Muvuca Popular

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A proprietária do pet shop investigado pelas queimaduras graves sofridas pelo cão Teddy se apresentou nesta quarta-feira (20) à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), em Cuiabá. A mulher, de 45 anos, acabou presa em flagrante por suspeita de fraude processual, mas foi liberada após pagar fiança de R$ 4,8 mil — valor equivalente a cerca de três salários mínimos.

O caso ganhou repercussão após a denúncia de que o cachorro teria sido praticamente “cozido vivo” durante um procedimento de banho e secagem realizado no estabelecimento.

Segundo o delegado Guilherme Pompeo, responsável pelas investigações, a suspeita era procurada desde o início das apurações e compareceu à delegacia acompanhada de um advogado para prestar depoimento.

Durante o interrogatório, a empresária alegou que as queimaduras teriam sido causadas por um defeito em uma máquina secadora utilizada no atendimento do animal. Conforme a versão apresentada à polícia, o equipamento teria superaquecido sem que ela percebesse o problema.

A Polícia Civil, no entanto, segue investigando as circunstâncias do caso e a possível responsabilidade criminal da proprietária pelos ferimentos sofridos pelo cão.

Teddy sofreu queimaduras graves e precisou ser transferido para uma unidade veterinária com estrutura de UTI após o agravamento do quadro clínico. O caso gerou forte comoção nas redes sociais e mobilizou pedidos de justiça por parte de defensores da causa animal.

Apesar da prisão em flagrante, a investigada responderá ao processo em liberdade após o pagamento da fiança.

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