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Pivetta rebate críticas e diz que gestão de hospital por consórcio “não é terceirização”
Do local Renato Ferreira
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (25) que adversários da transferência da gestão do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop, para o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires tentam impedir a medida na Justiça. A declaração foi dada após a assinatura da ordem de serviço que oficializou o início da transição administrativa da unidade.
Sem citar nomes, Pivetta disse que há movimentações judiciais contra o modelo adotado pelo Estado, mas garantiu que o governo manterá a decisão de entregar a administração do hospital ao consórcio formado por 16 municípios da região Norte de Mato Grosso.
“Tem adversários dessa iniciativa que nós tomamos, que já entraram na Justiça para tentar segurar que a gente assinasse esse contrato com o consórcio. Mas nós vamos seguir em frente”, afirmou.
Segundo o governador, a decisão foi tomada de forma unânime pelos municípios integrantes do consórcio, com aprovação dos prefeitos, secretários municipais de Saúde e câmaras municipais.
“Os 16 municípios decidiram por unanimidade assumir o hospital. É público com público. Nós não estamos transferindo para iniciativa privada, não estamos terceirizando”, declarou.
A mudança faz parte da estratégia do Governo do Estado para ampliar a regionalização da saúde pública. A previsão é que a transição ocorra entre 60 e 120 dias, sem interrupção dos atendimentos.
Atualmente, o Hospital Regional de Sinop possui 98 leitos. Com a nova gestão, a unidade deverá chegar a 158 leitos, incluindo leitos clínicos, cirúrgicos, UTIs adulto e pediátrica, além de leitos voltados à saúde mental e observação.
O governo também prevê ampliação de especialidades e procedimentos de alta complexidade. Entre os novos serviços anunciados estão cirurgias oncológicas, urológicas e pediátricas, além da expansão de exames neurológicos especializados.
Durante o evento, Pivetta voltou a defender o modelo de consórcio como alternativa para melhorar a eficiência da gestão hospitalar.
“O controle social aumenta muito. São 16 prefeitos e 16 secretários acompanhando de perto a gestão e os serviços prestados”, disse.
O investimento anual estimado para funcionamento e modernização da unidade é de R$ 137,1 milhões, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.


