Governo x União
Pivetta rebate ministro de Lula e diz que população sofre com abandono da BR-158
Nickolly Vilela e Renato Ferreira
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reforçou as críticas feitas pelo secretário de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, ao governo federal e afirmou que as entregas realizadas pela União em Mato Grosso são pequenas diante das obras executadas pelo Estado.
A declaração foi dada após questionamentos sobre a inauguração de um trecho de 12 quilômetros da BR-158 pelo Ministério dos Transportes George Santoro. Segundo Pivetta, a fala do secretário apenas refletiu a realidade da infraestrutura no estado.
“O que o Marcelo falou foi a pura e simples verdade. O governo federal entrega 12 quilômetros da 158 em um ano, enquanto o Estado sozinho faz mais de mil quilômetros”, afirmou.
A crítica ocorre após o ministro dos Transportes, George Santoro, participar de agenda no Araguaia mato-grossense e afirmar que há recursos estaduais “parados em conta” sem aplicação em obras de infraestrutura. Em resposta, Marcelo Padeiro classificou como “vergonha” a visita de um ministro para inaugurar apenas 12 quilômetros de asfalto.
Durante a entrevista, Pivetta também citou o histórico de atrasos nas obras da BR-158 e disse que a população da região sofre há décadas com problemas na rodovia federal.
“O povo daquela região está sofrendo há uma geração, duas gerações, e a estrada continua de chão, ruim e difícil”, declarou.
O governador afirmou ainda que o Estado tem assumido obras que originalmente seriam de responsabilidade federal. Como exemplo, citou a MT-174, no norte do estado, e a duplicação da BR-163.
“A 174 era federal e o povo sofreu 30 anos com a estrada. Nós estamos terminando agora. A 163 também estamos duplicando e devemos concluir até o final do ano que vem”, disse.
Pivetta afirmou que o governo estadual já pediu diversas vezes autorização para assumir também as obras da BR-158, mas que ainda não houve avanço nas negociações com a União.
“Nós já requisitamos várias vezes para o Estado assumir e fazer também. Mas até hoje não conseguimos”, afirmou.


