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PACIENTES ERAM AMARRADOS

Após morte de paciente, CRM não encontra registro de clínica e pede informações à Polícia Civil

Muvuca Popular

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O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) solicitou à Polícia Civil informações sobre a Clínica Pró-Vida, em Cuiabá, após a morte de um paciente de 38 anos dentro da unidade. O caso é investigado como homicídio e ganhou repercussão após a revelação de que a vítima estaria em um quarto utilizado como forma de punição.

Em nota, o CRM-MT informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que, ao consultar seu banco de dados, não encontrou registro da empresa com os nomes divulgados nas reportagens.

Diante da situação, o Conselho informou que irá oficiar a Polícia Civil para obter dados complementares sobre o estabelecimento, como CNPJ e demais informações cadastrais, com o objetivo de aprofundar a apuração e verificar a regularidade do funcionamento da unidade.

Somente após a obtenção dessas informações o CRM-MT definirá quais medidas administrativas poderão ser adotadas.

A morte de Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, ocorreu na manhã de domingo (31), em um centro terapêutico voltado ao atendimento de dependentes químicos e pessoas com transtornos mentais, localizado no bairro Jardim Primavera.

Inicialmente tratado como um possível suicídio, o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como homicídio. O plantonista da unidade, Odiley Rodrigues de Souza, de 42 anos, foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio e fraude processual.

Durante depoimento, Odiley afirmou que Alessandro estava em um quarto destinado principalmente a pacientes com transtornos mentais e usuários de medicamentos controlados. No entanto, ao ser questionado pelo delegado Michael Paes, admitiu que o local também era utilizado para punir internos que descumpriam regras da clínica.

Segundo o relato, Alessandro teria sido colocado no cômodo após cometer uma suposta infração dentro da unidade. Ao ser questionado se a medida funcionava como um castigo, o plantonista respondeu positivamente.

Além da investigação sobre a morte, a Polícia Civil também apura as condições de funcionamento da clínica e possíveis irregularidades praticadas contra os internos.

O CRM-MT reforçou ainda que pacientes e familiares podem consultar a regularidade de estabelecimentos de saúde por meio do sistema nacional de busca disponível no portal da entidade.

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