QUERIA SER PADRE
Ex-estagiário pastoral suspeito de usar redes e imprensa contra Diocese é alvo da PJC
Muvuca Popular
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (03) a Operação Veritas para cumprir mandados contra Rodolpho Raphael de Oliveira Santos, investigado por suposta prática de perseguição, calúnia, difamação e injúria contra integrantes da Diocese de Barra do Garças. Segundo a investigação, as condutas teriam começado após o encerramento do vínculo do investigado com atividades pastorais da instituição religiosa e evoluído para uma sequência de exposições públicas, mensagens e acusações direcionadas a lideranças da Igreja.
De acordo com a representação da Polícia Civil, Rodolpho atuava como estagiário pastoral e foi desligado da Diocese por decisão administrativa interna. A partir disso, conforme os autos, ele teria iniciado uma escalada de manifestações inicialmente voltadas ao padre Vandilson Pereira Sobrinho e, posteriormente, ampliadas ao bispo Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, com alegações de omissão institucional, favorecimento indevido e conivência com supostas irregularidades.
A investigação sustenta que o investigado teria passado a utilizar grupos de WhatsApp, listas de transmissão, e-mails, redes sociais, contatos com terceiros e envio de materiais à imprensa para ampliar o alcance das acusações. O objetivo atribuído pela investigação seria pressionar a estrutura da Diocese e provocar medidas internas contra integrantes da instituição religiosa.
Um dos pontos destacados nos autos é que parte das acusações envolvendo supostas irregularidades patrimoniais atribuídas ao sacerdote já havia sido objeto de apuração anterior em Alto Araguaia, procedimento que terminou arquivado com concordância ministerial e homologação judicial. Ainda assim, segundo os investigadores, as manifestações teriam continuado e ganhado alcance maior nos canais digitais e públicos.
Depoimentos colhidos pela Polícia apontam que, após o desligamento, houve intensificação do envio de conteúdos a membros da comunidade religiosa e ampliação da divulgação para ambientes externos à Igreja. Testemunhas afirmaram que as mensagens passaram a circular em listas criadas especificamente para disseminação dos conteúdos e que houve tentativa de levar a narrativa para redes sociais e meios de comunicação.
Com base nesse cenário, a Justiça autorizou busca e apreensão domiciliar, permitindo recolhimento de celulares, computadores, mídias digitais, documentos e registros relacionados aos fatos investigados, além da extração e análise pericial dos dados armazenados nos dispositivos eventualmente apreendidos, inclusive recuperação técnica de arquivos apagados.
Além das buscas, foram impostas medidas cautelares que incluem proibição de contato com as vítimas, distância mínima de 200 metros e vedação à publicação ou compartilhamento de conteúdos potencialmente ofensivos diretamente relacionados ao caso.


