RODOVIAS
Moretto rebate críticas e diz que fiscalização não depende de comissão: “Incompetência do deputado”
Renato Ferreira
O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), rebateu as críticas de parlamentares que apontam uma suposta falta de atuação da comissão e afirmou que a fiscalização das obras e rodovias do Estado não deve ficar restrita apenas ao colegiado.
A declaração foi dada após questionamentos sobre a quantidade de reuniões realizadas pela comissão em 2026. Segundo Moretto, os trabalhos seguem normalmente e uma reunião foi realizada, inclusive, na tarde desta quarta-feira.
“Normal. Ontem à tarde tinha comissão, estava acontecendo normalmente durante a sessão ordinária”, afirmou.
Ao comentar as críticas sobre uma suposta falta de fiscalização, o parlamentar foi direto e atribuiu a responsabilidade também aos demais deputados estaduais.
“Incompetência do deputado, porque ele não precisa da comissão para fiscalizar. Cada deputado tem a obrigação de acompanhar a sua região”, disparou.
Moretto citou como exemplo a atuação no oeste mato-grossense, sua principal base política. Segundo ele, a região recebeu cerca de mil quilômetros de pavimentação ao longo dos últimos anos e atualmente não apresenta trechos em situação crítica.
“Eu fiz mil quilômetros de asfalto na minha região em oito anos. Não tem nenhuma estrada estourada. Inclusive, ontem tivemos duas licitações de pontes importantes. O deputado precisa parar de achar que a comissão é responsável por ações que ele próprio não executou”, declarou.
O republicano também defendeu que a fiscalização seja descentralizada e realizada pelos parlamentares em suas respectivas bases eleitorais.
“Não necessariamente a comissão precisa abraçar o Estado inteiro. Se cada deputado cuidar da sua região, fiscalizar e cobrar as obras locais, o resultado aparece. Eu não vivo de holofote, vivo de execução”, afirmou.
Apesar de reconhecer a importância da Comissão de Infraestrutura, Moretto reforçou que o trabalho de acompanhamento das demandas regionais deve partir dos próprios representantes eleitos.
“Comissão não é para carregar cinco deputados nas costas. Cada deputado tem que carregar a sua responsabilidade. Eu olho para a minha região e cobro resultados. É isso que dá certo”, concluiu.


