O médico residente Lucas Macedo Martins, de 32 anos, formado em Medicina pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), onde foi aprovado em primeiro lugar, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (24) dentro de um túmulo no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho (RO). O profissional estava desaparecido desde a madrugada de terça-feira (21), e a Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.
O corpo foi localizado após funcionários do cemitério perceberem sinais de violação em uma das sepulturas. Ao verificarem o local, encontraram o médico dentro do túmulo e acionaram a Polícia Militar. A área foi isolada para os trabalhos da perícia e o início das investigações.
As primeiras informações apontam que Lucas apresentava sinais de violência. A perícia também trabalha com a hipótese de que o corpo tenha sido levado ao cemitério depois de o crime já ter sido cometido. A dinâmica da morte, no entanto, ainda depende da conclusão dos exames periciais.
O carro do médico continua desaparecido. Conforme a investigação, o veículo foi visto trafegando pela BR-364, em direção ao município de Guajará-Mirim, após o desaparecimento da vítima. Diante disso, uma das linhas investigativas apura a possibilidade de latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. A hipótese, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil.
Lucas era médico residente em Medicina Intensiva no Hospital de Base de Porto Velho e também era ex-aluno da Unemat. Em nota de pesar, o curso preparatório MedQuim lamentou a morte do profissional e destacou sua trajetória acadêmica e profissional.
Segundo a instituição, Lucas construiu uma carreira marcada pela dedicação, pelo esforço e pela busca constante pela excelência. O preparatório lembrou que ele conquistou o primeiro lugar no curso de Medicina da Unemat e afirmou que seu maior legado foi a empatia no atendimento aos pacientes, a humanidade com que exercia a profissão e a inspiração deixada para colegas, professores e futuros médicos.
“Nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes neste momento de imensa dor. Que sua história permaneça viva na memória de todos nós e continue inspirando gerações”, diz um trecho da nota.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DHPP) de Porto Velho. Até o momento, ninguém foi preso, e a polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime e identificar os responsáveis.


