APÓS POLÊMICA EM LISBOA
Cattani cobra coerência de Fagundes e diz que participação em fórum ligado a Gilmar Mendes seria contraditória
Muvuca Popular
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou na manhã desta quarta-feira (10), que considera incoerente uma eventual participação do senador Wellington Fagundes (PL) no XIV Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal, evento que tem como principal anfitrião o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A declaração foi dada após a repercussão de informações que apontavam a presença do senador no encontro, versão posteriormente negada por Fagundes.
Segundo Cattani, caso a participação tivesse ocorrido, ela contrariaria críticas frequentemente direcionadas por integrantes da direita ao Supremo Tribunal Federal.
“Eu já falei isso. Acho uma incoerência e repito isso. Se ele foi, é uma incoerência. É isso”, afirmou o parlamentar.
A polêmica ganhou novos contornos depois que Wellington Fagundes negou ter viajado a Portugal para participar do evento e alegou ser alvo de fake news. O senador chegou a afirmar que conversou com Cattani por telefone e manifestou insatisfação pelo fato de o deputado ter se posicionado publicamente sem procurá-lo previamente.
Sobre o episódio, Cattani admitiu que poderia ter adotado outra postura antes de comentar o assunto.
“É verdade. Ele falou isso para mim também. Ficou chateado e eu acho que foi um erro meu. Eu podia ter ligado para ele antes”, reconheceu.
Apesar da autocrítica, o deputado ressaltou que não mudou sua avaliação sobre o caso. Para ele, se a viagem realmente ocorreu, a crítica permanece válida. Por outro lado, caso a informação seja falsa, o principal prejudicado é o próprio partido.
“Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Acho que, se foi, é incoerente. E se não foi, então foi uma mentira que pregaram em cima dele. Isso acaba prejudicando mais o partido”, declarou. A controvérsia surgiu após a divulgação de informações de que Wellington Fagundes teria participado do chamado “Gilmarpalooza”, apelido dado ao Fórum Jurídico de Lisboa por reunir ministros dos tribunais superiores, autoridades políticas, empresários e juristas. O senador nega ter comparecido ao evento e afirma que jamais teria dificuldade em admitir sua participação caso ela tivesse ocorrido.


