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CLIMA ELEITORAL

Fim de semana agitado em MT terá Flávio Bolsonaro, Alckmin e clima de pré-campanha

Renato Ferreira

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O final de semana em Mato Grosso será marcado por intensa movimentação política neste sábado (20), em meio à polarização entre direita e esquerda, com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).

Inicialmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era esperado no Estado, mas cancelou a agenda. De acordo com nota do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso, o petista não poderá comparecer devido a conflitos de agenda, já que cumpre compromissos internacionais na França, relacionados ao G7.

Com a mudança, Alckmin representará o governo federal na entrega do terminal ferroviário da BR-070, localizado na região entre Dom Aquino, Campo Verde e Primavera do Leste. A estrutura integra a ferrovia estadual e é considerada estratégica para ampliar o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso.

Já Flávio Bolsonaro desembarca em Cuiabá para participar da Marcha Para Jesus. A presença do senador ocorre em meio à construção de sua pré-candidatura presidencial e busca reforçar a ligação do sobrenome Bolsonaro com o público evangélico, considerado uma das principais bases eleitorais da direita.

Antes mesmo das agendas, o clima entre os dois campos políticos já foi marcado por trocas de críticas e alfinetadas. Durante a semana, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que Flávio Bolsonaro deveria aproveitar eventos religiosos para “pedir perdão pelos pecados”. Do outro lado, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que Lula desistiu da viagem por considerar Mato Grosso um colégio eleitoral “perdido” para o petista.

Apesar da polarização, a agenda de Alckmin não deve reunir apenas lideranças ligadas à esquerda. Pela importância econômica da entrega ferroviária para Mato Grosso, a expectativa é de participação de autoridades de diferentes grupos políticos, principalmente após a substituição de Lula pelo vice-presidente.

O evento também coloca o governo federal em contato direto com um dos setores mais importantes da economia mato-grossense: o agronegócio. Historicamente mais alinhado à direita nos últimos anos, o setor é considerado um dos maiores desafios eleitorais do PT no Estado.

Do outro lado, a presença de Flávio Bolsonaro na Marcha Para Jesus também deve atrair lideranças políticas da direita, que buscam aproveitar o grande público evangélico e a presença do presidenciável para fortalecer articulações visando as eleições de 2026.

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