ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE
Gisela aposta em acordo no União Brasil antes da convenção
Muvuca Popular
Mesmo diante da disputa aberta entre o governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos pelo comando do processo eleitoral dentro do União Brasil, a suplente de deputada federal Gisela Simona afirmou que ainda acredita em um entendimento entre os dois grupos antes da convenção estadual marcada para 4 de agosto. Para ela, o melhor cenário é que o partido chegue unido à definição de seus candidatos.
Questionada sobre o clima de tensão interna, Gisela reconheceu o momento de divisão, mas disse manter a expectativa de um acordo que evite uma disputa acirrada durante a convenção.
“A esperança sempre é a última que morre. Eu ainda torço muito para que antes da convenção, já marcada agora para o dia 4 de agosto, realmente haja um acordo e a gente vá para uma convenção num clima mais amistoso, no sentido de não ter que fazer decisões ali de inclusão ou exclusão de alguém, mas sim homologar as candidaturas já pré-acordadas com todos do União Brasil”, declarou.
A suplente também minimizou as críticas feitas à escolha da data da convenção, marcada para os últimos dias do prazo legal. O grupo de Jayme defendia que o encontro ocorresse ainda em julho, enquanto a direção estadual optou por realizá-lo em 4 de agosto.
Segundo Gisela, a definição para o fim do calendário segue uma prática comum entre os grandes partidos, que costumam aguardar o avanço das negociações políticas antes de oficializar suas chapas.
“Na verdade, é muito comum as convenções ficarem para os últimos dias. Isso é uma praxe. Desde que eu entendo a política, nunca foi nos primeiros dias de convenção. Principalmente os grandes partidos, que precisam fazer as composições dos nomes para o Senado, da majoritária de governador e vice. Há uma necessidade de esperar que os outros partidos também decidam para que o União Brasil faça a homologação dos seus nomes”, afirmou.
Embora admita que o partido vive um momento de forte divisão, Gisela voltou a defender que ainda há tempo para uma composição capaz de evitar um confronto interno.
“A divisão não, a divisão não, mas a convenção no final sim. E, de novo, eu acredito ainda, para todo mundo sair ganhando, que há uma necessidade e pode acontecer uma composição amigável antes”, concluiu.


