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Segunda fase da Operação Gomorra cumpre mandados por fraudes em licitações em Cuiabá e Campo Verde

Muvuca Popular

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º)) a segunda fase da Operação Gomorra. A ação contou com o apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Foram cumpridas medidas de busca e apreensão, quebra de sigilos telemático e fiscal, afastamento de servidores públicos de suas funções e indisponibilidade de bens de investigados, entre particulares e agentes públicos. Os alvos são: Alexandre Lopes de Oliveira, prefeito de Campo Verde e o secretário de Obras, Rubens Anunciação.

A operação foi realizada nos municípios de Cuiabá e Campo Verde e apura supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública.

Ao todo, estão sendo cumpridos mandados em endereços em Cuiabá, sendo  residências e empresas. Em Campo Verde, as diligências ocorreram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos investigados.

As medidas foram autorizadas pela Justiça  com o objetivo de aprofundar as investigações, reunir provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

Primeira fase da operação

A primeira fase da Operação Gomorra foi deflagrada em 2024 para apurar suspeitas de adulteração de notas fiscais, utilização de um “cartão coringa” como mecanismo para desvio de combustível e prática de sobrepreço em contratos celebrados pelo município de Barão de Melgaço.

À época, as investigações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada para desviar recursos públicos em diversas prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso.

Durante as apurações, os investigadores identificaram que proprietários de quatro empresas, todas ligadas a um mesmo núcleo familiar, firmaram contratos com mais de 100 prefeituras e câmaras municipais do Estado.

Conforme o Naco Criminal, a identificação do esquema ocorreu após a análise dos processos licitatórios homologados pela Prefeitura de Barão de Melgaço com a empresa Centro América Frotas, no período de 2020 a 2024.

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