BAIXA REPRESENTATIVIDADE
Mato Grosso e mais 16 estados não possuem nenhum desembargador negro na Justiça estadual
Thalyta Amaral
Mato Grosso é um dos 17 estados em que não há nenhum desembargador negro na Justiça estadual, segundo o anuário Justiça em Números, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Tribunal de Justiça de Mato Grosso possui 39 vagas para desembargadores, dos quais nenhum é negro e cinco se autodeclaram pardos.
Além de Mato Grosso, a falta de representatividade negra entre desembargadores também atinge os tribunais do Amapá, Piauí, Roraima, Amazonas, Sergipe, Tocantins, Rondônia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Goiás, Alagoas, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Entre os juízes de 1º grau de Mato Grosso, 10,7% são pardos e 2,1% são negros. Na soma entre desembargadores e juízes, o TJMT possui 11% de magistrados pardos e 1,9% de negros, o 9º pior resultado entre os tribunais estaduais.
O melhor desempenho nesse quesito foi registrado no Amapá, com 34,6% dos magistrados pardos e 8,7% de negros, e o pior em Santa Catarina, com 2,4% de pardos e 0,8% de negros.
Já entre os servidores, na Justiça estadual de Mato Grosso, são 34,6% de pardos e 8,7% de negros.


