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OPERAÇÃO FARISEUS

Veja quem são os pastores e a filha investigados por ligação com o Comando Vermelho

Nickolly Vilela

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A designer de sobrancelhas Rhavenna Barcelos de Almeida, presa na Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (16), é apontada pelas investigações como integrante de um núcleo familiar suspeito de atuar em favor do Comando Vermelho. Segundo a polícia, ela mantinha um relacionamento íntimo com um dos líderes da facção criminosa e é filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também alvos da operação.

Contra Rhavenna foi cumprido mandado de prisão preventiva. A Justiça também autorizou buscas e apreensões de aparelhos eletrônicos, quebra de sigilos telefônico, telemático e bancário, além da suspensão temporária do ingresso dos investigados em unidades prisionais por meio de projetos religiosos. Um dos endereços alvo das buscas foi a loja A Burguesinha dos Looks, no bairro Pedregal.

A investigação começou após uma denúncia anônima relatar que integrantes da mesma família utilizavam um projeto religioso para entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE) e, supostamente, entregar celulares, carregadores e outros objetos ilícitos a líderes da facção custodiados no raio de segurança máxima.

Embora a entrega de aparelhos celulares ainda não tenha sido comprovada, a análise de dados telemáticos autorizada pela Justiça revelou fotografias, vídeos, conversas e movimentações financeiras que, segundo a Polícia Civil, demonstram que a relação dos investigados com presos, foragidos e integrantes do Comando Vermelho ia além da assistência religiosa.

As apurações identificaram conversas telefônicas com detentos, intermediação de recados entre presos e pessoas em liberdade, contatos frequentes com conselheiros da facção, além da circulação de informações sobre o ambiente prisional.

Os investigadores também apontam que o grupo recebia valores atribuídos a presos e lideranças criminosas, utilizando contas de familiares e terceiros para fracionar recursos, realizar triangulações financeiras, depósitos em dinheiro e sucessivos repasses.

Outro ponto destacado no inquérito são as viagens frequentes do grupo a uma comunidade no Rio de Janeiro. Conforme a investigação, os suspeitos estiveram em uma residência usada por um criminoso foragido, localizada em área dominada pela facção, onde foram produzidos registros fotográficos e vídeos ao lado de fuzis, pistolas, revólveres, carabinas e rádios comunicadores.

As imagens reunidas pela Polícia Civil mostram evangelistas ao lado de lideranças da organização criminosa, foragidos da Justiça e homens responsáveis pela segurança armada desses integrantes. Também foram encontrados registros de crianças portando armas personalizadas e dos próprios investigados manuseando armamentos.

As videochamadas analisadas durante a investigação também reforçaram as suspeitas. Segundo a polícia, mulheres ligadas ao projeto religioso mantinham contato direto com lideranças foragidas e pessoas armadas. Em um dos vídeos, um conselheiro da facção participa de uma chamada enquanto um comparsa faz disparos de fuzil em uma comunidade.

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