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Pivetta descarta compra de votos no União e diz que trabalha para vencer eleição no 1º turno
Muvuca Popular
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) minimizou nesta sexta-feira (17) as denúncias de suposta compra de votos na disputa interna da federação União Progressista (União Brasil/PP) e afirmou não acreditar nas acusações feitas pelo deputado estadual Júlio Campos. Pré-candidato à reeleição, ele disse confiar nas lideranças da sigla e negou ter atuado para influenciar o resultado da convenção marcada para o dia 4 de agosto.
Questionado sobre a denúncia, Pivetta evitou alimentar a polêmica e afirmou que conhece os dirigentes envolvidos nas articulações.
“Eu não posso falar sobre isso. Não acredito nisso, porque conheço os meus companheiros que estão lá”, declarou.
Sobre as acusações de que estaria telefonando para prefeitos a fim de influenciar o posicionamento da federação, o governador reconheceu que fez apenas duas ligações. Segundo ele, uma delas foi para um prefeito filiado ao PRD e a outra para um amigo pessoal, sem relação direta com a disputa interna do União Progressista.
“Eu fiz duas ligações para dois prefeitos. Uma delas até com o Mauro. Só fiz duas ligações, porque esse não é um assunto meu. É um assunto interno da federação União Brasil e PP, e eu tenho que respeitar isso”, afirmou.
Apesar de afirmar que gostaria de contar com o apoio da federação à sua candidatura, Pivetta disse que respeita a autonomia do grupo político e pretende buscar esse apoio por meio do diálogo.
Questionado sobre as perspectivas para a eleição de outubro, o governador demonstrou confiança e disse acreditar que sua candidatura tem condições de liquidar a disputa ainda no primeiro turno.
“Estou otimista. Otimista, mas com realismo. É possível vencer no primeiro turno. Vou me esforçar para que a gente ganhe o quanto antes”, declarou.
A convenção do Republicanos está marcada para o dia 4 de agosto, às 18h, no Ginásio Dom Aquino, em Cuiabá, quando a legenda oficializará a candidatura de Pivetta à reeleição. No mesmo período, a federação União Progressista deverá definir se acompanhará o projeto do governador ou lançará candidatura própria ao Palácio Paiaguás.


