AUSÊNCIA SENTIDA
Flávia cita crise em VG, falta à convenção e deixa apoio a Wellington em aberto
Do local: Renato Ferreira
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não participou da convenção que oficializou a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso, realizada na manhã desta quarta-feira (22), porque permaneceu na Prefeitura para tratar de questões administrativas consideradas urgentes. Durante a convenção, a agremiação tem 22 gestores eleitos e apenas quatro prefeitos da sigla participaram.
Segundo a gestora, a decisão foi comunicada previamente ao senador. Ela explicou que o momento vivido pelo município exigia sua permanência no gabinete, diante da crise financeira enfrentada pela administração.
“Eu avisei o senador Wellington que não conseguiria aparecer. Tinha urgências administrativas. Na Prefeitura não tinha clima para sair. Hoje eu só saio para buscar soluções para Várzea Grande”, afirmou.
Questionada se pretende participar da campanha de Wellington nos próximos meses, Flávia evitou assumir um compromisso e preferiu deixar a decisão em aberto.
“Vamos ver a caminhada das convenções”, limitou-se a responder.
A prefeita também rebateu a interpretação de que estaria abatida pelos problemas enfrentados pela gestão. Segundo ela, o termo correto é “resiliência”, e não “depressão”.
“Desafios eu tenho. Depressão, não. Resiliência, sim. Eu não tenho cabeça para ir a uma convenção enquanto estou vendo números, planejando e cuidando do destino de Várzea Grande”, declarou.
Durante a entrevista, Flávia voltou a comentar o bloqueio de aproximadamente R$ 19 milhões das contas do município para pagamento de precatórios. Ela informou que a Procuradoria-Geral ingressou com recurso para tentar reverter a medida e que uma mesa técnica será instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para discutir alternativas.
A prefeita também afirmou que a aprovação do remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal deve aliviar a situação financeira da administração, embora não resolva todos os problemas.
“Melhora porque consigo utilizar parte dos recursos que estavam parados. Mas não suaviza. Ficamos cerca de 90 dias sem poder usar esses recursos e ainda temos o desafio de colocar o município em equilíbrio financeiro”, concluiu.


