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CÂMARA DE CUIABÁ

Avalone anuncia relatório sobre denúncia de assédio e volta a cobrar instalação de CPI

Muvuca Popular

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A vereadora Maria Avalone (PSDB) anunciou, nesta quinta-feira (23), que deverá apresentar nos próximos dias, ainda neste mês, o relatório final da comissão especial criada pela Câmara de Cuiabá para acompanhar a denúncia de assédio moral e sexual contra o ex-secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, William Leite de Campos. Ao antecipar a conclusão dos trabalhos, a parlamentar afirmou que o ex-gestor nunca compareceu para prestar esclarecimentos e voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), alegando que apenas esse instrumento tem poder legal para aprofundar as investigações.

Segundo a vereadora, William Leite foi convidado formalmente pela comissão, mas recusou o convite e não apresentou sua versão dos fatos.

“Ele nunca compareceu à Câmara Municipal e nunca aceitou o convite para apresentar a sua versão dos fatos. É incorreto passar a impressão de que participou dos trabalhos da comissão”, afirmou.

Maria Avalone também rebateu uma declaração do prefeito Abilio Brunini (PL), que havia informado que o ex-secretário foi convidado, mas não aceitou o convite. Para a parlamentar, a fala pode induzir a interpretação de que ele participou, de alguma forma, da apuração.

A vereadora ressaltou que a denunciante compareceu à Câmara e prestou depoimento aos integrantes da comissão, diferentemente do ex-secretário.

Apesar da conclusão dos trabalhos, Avalone afirmou que a comissão especial possui limitações legais e não pode convocar investigados ou testemunhas de forma obrigatória. Por isso, defendeu novamente a abertura de uma CPI.

“O relatório dessa comissão já vai ser apresentado. Justamente porque a comissão não possui poder de convocação, é necessária a instalação de uma CPI para que a investigação possa ser conduzida com os instrumentos legais que a lei permite”, declarou.

Ela afirmou ainda que, até o momento, a CPI não saiu do papel por conta de entraves políticos.

“Na minha avaliação, existem obstáculos que impedem seu andamento, o que acaba prejudicando a expectativa da denunciante e de toda a sociedade por uma apuração completa, imparcial e transparente.”

A comissão especial foi criada após não haver apoio suficiente para a abertura de uma CPI. O colegiado, proposto pela vereadora Dra. Mara (Podemos), foi aprovado por 22 parlamentares, com uma abstenção, para acompanhar a denúncia apresentada por uma ex-servidora contra William Leite.

O então secretário pediu exoneração horas após a vítima registrar boletim de ocorrência. Segundo a denúncia, os episódios de assédio moral e sexual teriam ocorrido ao longo de 2025, dentro da Prefeitura de Cuiabá, em um contexto de subordinação hierárquica. A ex-servidora afirmou que só decidiu procurar a polícia depois de tomar conhecimento de outras denúncias envolvendo o então gestor e por se sentir segura para formalizar a ocorrência.

Ao encerrar o pronunciamento, Maria Avalone reafirmou que seguirá acompanhando o caso. “A população merece a verdade. Meu compromisso continuará sendo a defesa da mulher, com transparência e apuração”, concluiu.

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