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DRONES NA MIRA

Abilio compara proposta de Cury a drones usados contra Covid em Cuiabá: “Não resolveu para nada”

Renato Ferreira

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comparou a proposta de Augusto Cury (Avante) de utilizar drones no combate à violência contra a mulher com uma iniciativa adotada na Capital durante a pandemia da Covid-19. Segundo o prefeito, equipamentos do tipo chegaram a ser contratados para pulverização na cidade, mas a medida não teria apresentado resultados.

Ao comentar a proposta apresentada por Cury, Abilio afirmou não considerar o drone o instrumento tecnológico mais eficaz para auxiliar no enfrentamento à violência contra a mulher. Foi neste momento que lembrou da experiência registrada em Cuiabá durante a pandemia.

“É igual aquelas pessoas, lembra até do prefeito aqui de Cuiabá, que contratou caro, acho que por R$ 800 mil, drone para pulverizar não sei o quê, para matar Covid, você lembra disso? Muito prefeito fez isso, não resolveu para nada”, afirmou nesta segunda-feira (07).

Na avaliação de Abilio, a proposta de utilizar drones para auxiliar mulheres em situações de violência poderia enfrentar problema semelhante. O prefeito, no entanto, evitou atacar diretamente Cury e ponderou que o presidenciável pode ter se equivocado ao escolher qual tecnologia defender.

“Porque imagina, drone jogando fumaça, a mesma coisa como o drone também não vai resolver para nada para poder combater violência contra a mulher. Tem muita sátira sobre isso. Mas eu acredito que talvez ele não queria dizer drone, talvez ele queria dizer outro tipo de instrumento tecnológico e usou o equipamento errado”, disse.

Abilio afirmou ainda acreditar que falta maior conhecimento sobre como determinadas tecnologias podem ser empregadas no enfrentamento à criminalidade. Apesar das críticas aos drones, ele defendeu que recursos tecnológicos podem contribuir para proteger mulheres vítimas de violência.

Como alternativas, o prefeito citou ferramentas instaladas em celulares, inteligência artificial e a utilização de um botão de pânico capaz de auxiliar na identificação de situações de risco.

“Eu acredito que a inteligência artificial, o celular, a tecnologia instalada no celular, um botão de pânico no celular das pessoas com inteligência artificial para reconhecer uma situação de crise, isso sim também pode ajudar. A tecnologia pode ajudar”, declarou.

Para Abilio, portanto, a discussão não deve ser sobre abandonar a tecnologia como ferramenta de segurança, mas identificar quais instrumentos realmente podem apresentar resultados.

“Agora, tem que se estudar melhor qual é a melhor proposta da tecnologia”, concluiu.

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