MAIS RICO DO BRASIL
Pivetta amplia fortuna em R$ 196 milhões e lidera corrida patrimonial em MT e no país
Muvuca Popular
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega à eleição deste ano com R$ 575,68 milhões declarados em bens, um aumento de R$ 196,81 milhões, ou cerca de 52%, em relação ao patrimônio informado em 2022. O valor coloca o candidato a reeleição em uma posição isolada entre os candidatos ao Palácio Paiaguás e também no topo do levantamento nacional de patrimônio entre os postulantes aos governos estaduais.
Em Mato Grosso, o segundo maior patrimônio é o do senador Wellington Fagundes (PL), com R$ 13,13 milhões. Na sequência aparecem Natasha Slhessarenko, com R$ 7,34 milhões; Maurício Coelho, com R$ 2,15 milhões; Rafael Milas, com R$ 550 mil; e Sargento Laudicélio, que não declarou bens.
A maior parte da fortuna de Pivetta está concentrada em ativos financeiros. Entre os principais itens aparecem R$ 257,23 milhões em um fundo multimercado com investimento no exterior, R$ 182,52 milhões em ações, R$ 95,60 milhões em outro conjunto de ações e R$ 37,17 milhões em outro fundo de investimento no exterior. A declaração também reúne participações societárias, créditos, cotas de capital, previdência privada e aplicações financeiras.
Em 2022, Pivetta havia declarado R$ 378,87 milhões. Naquele ano, seu maior ativo era um fundo de investimento avaliado em R$ 201,1 milhões. Também constavam R$ 81,18 milhões em ações da O Positivo Participações, R$ 39,52 milhões em ações da Ideal Pork e R$ 24,77 milhões em lucros a receber, além de imóveis, créditos, participações empresariais e aplicações financeiras.
O patrimônio atual também mantém Pivetta no primeiro lugar entre os candidatos a governador no Brasil. Com mais de meio bilhão de reais declarados, ele aparece à frente de Delcídio do Amaral, candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, que informou R$ 218,3 milhões, e de Maria do Carmo, do Amazonas, com R$ 118,4 milhões.
A evolução patrimonial de Pivetta também é expressiva no longo prazo. Em 2006, quando foi eleito deputado estadual, ele havia declarado R$ 82,2 milhões. Duas décadas depois, o valor informado à Justiça Eleitoral supera R$ 575 milhões.
Wellington Fagundes aparece em segundo lugar no ranking estadual, com R$ 13,13 milhões. O maior bem declarado pelo senador é uma participação de R$ 6,01 milhões na WAF Administradora de Empresas.
Ele também possui R$ 2,06 milhões em aplicações, R$ 1,63 milhão correspondente a 584 cabeças de gado e R$ 1,01 milhão em outros investimentos. A declaração inclui ainda empresas, imóveis, seis veículos, uma aeronave avaliada em R$ 150 mil e outros animais. Em 2022, Fagundes havia informado R$ 9,07 milhões em patrimônio. O valor atual representa acréscimo de aproximadamente R$ 4,06 milhões em quatro anos.
Natasha Slhessarenko declarou R$ 7,34 milhões. Entre os principais itens estão R$ 2,56 milhões em crédito de investimento na LRN Incorporadora e Construções, R$ 1,54 milhão por uma participação de 30% em um centro de diagnóstico, um apartamento em Cuiabá avaliado em R$ 961,7 mil e R$ 604,7 mil em renda fixa. A lista inclui ainda participações em empresas da área da saúde, outros investimentos, imóvel em Chapada dos Guimarães e mobiliário.
Maurício Coelho informou R$ 2,15 milhões, dos quais R$ 2,1 milhões correspondem a um crédito decorrente da alienação de ativos operacionais e fundo de comércio. Ele ainda declarou R$ 50 mil a receber por remuneração ligada a cargo diretivo, participação de R$ 9 mil em uma empresa de inteligência e propaganda e uma empresa sediada em Hong Kong avaliada contabilmente em R$ 5,73.
Rafael Milas declarou R$ 550 mil, valor correspondente a uma casa de 114 metros quadrados localizada no Condomínio May Flower, em Cuiabá. Já Sargento Laudicélio informou não possuir bens.



