Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

CRIME EM CUIABÁ

Delegado apura possível auxílio de policial a suspeito de feminicídio após ligação de 8 minutos

Nickolly Vilela

0

Um subtenente da Polícia Militar, identificado como Juarez Candido Silva, passou a ser investigado pela Polícia Civil após manter contato telefônico com Fabiano Oliveira Borges, o principal suspeito de matar Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, no sábado (15), no bairro Alvorada, em Cuiabá. Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações, o militar teria conversado por cerca de oito minutos com o suspeito poucas horas depois do feminicídio, sem comunicar imediatamente seus superiores sobre o contato.

A Polícia Militar, por outro lado, negou que o policial tenha sido preso ou detido por suposto envolvimento na fuga do investigado. Em nota divulgada nesta segunda-feira (17), a corporação afirmou que o subtenente compareceu espontaneamente à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e declarou que tentou intermediar a prisão do suspeito. Leia a nota na íntegra ao final da matéria.

De acordo com Bruno Abreu, a situação chamou a atenção dos investigadores durante diligências realizadas no estabelecimento comercial ligado ao suspeito. Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram um computador aberto com o WhatsApp Web conectado e identificaram uma conversa envolvendo o subtenente.

Conforme o delegado, o militar recebeu, por volta das 10h40 de sábado, a informação de que o homem era procurado pelo feminicídio. Logo em seguida, teria feito uma ligação para o suspeito, que inicialmente não atendeu. O policial então enviou um áudio e, aproximadamente oito minutos depois, recebeu uma ligação de retorno. A conversa teria durado cerca de oito minutos.

Bruno afirmou que a Polícia Civil ainda não sabe o conteúdo da ligação e ressaltou que não é possível afirmar, neste momento, o que foi tratado entre os dois. Segundo ele, o ponto considerado suspeito é que o militar não teria informado imediatamente o comando da Polícia Militar sobre o contato, enquanto equipes das duas forças de segurança realizavam buscas pelo investigado.

“Se esse policial militar, no momento em que descobre, ao invés de ligar para o suspeito, ligasse para o superior imediato e falasse que conhecia esse rapaz, poderia passar os dados”, afirmou o delegado. Ele reforçou que não poderia afirmar o que foi discutido durante a ligação e que a eventual participação do militar ainda será apurada.

O suspeito do feminicídio permanece foragido. Segundo a Polícia Civil, ele já possui diversas passagens policiais, incluindo registros relacionados a tráfico de drogas, roubos e furtos, e já teria utilizado tornozeleira eletrônica. A DHPP afirma que segue mobilizada para cumprir o mandado de prisão.

Ana Cristina foi morta com um tiro na nuca. Conforme o delegado, a investigação trabalha com a hipótese de crime premeditado. Testemunhas relataram movimentações do suspeito antes do assassinato e, segundo a Polícia Civil, ele teria deixado uma mala preparada antes de fugir.

O que diz a Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso afirmou que “não procede a informação de que um policial foi detido por envolvimento na fuga do suspeito” do feminicídio.

Segundo a corporação, o militar prestou depoimento espontaneamente na DHPP nesta segunda-feira (17) e declarou que tentou contato com o suspeito com a intenção de intermediar sua prisão, além de contribuir com informações para as investigações.

A PM informou ainda que suas equipes continuam trabalhando para localizar o foragido e ressaltou que a investigação sobre o feminicídio e as circunstâncias envolvendo o contato entre o policial e o suspeito permanece sob responsabilidade da Polícia Civil.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação