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CRUELDADE

Feminicida matou a mulher diante do filho e tampou a boca da criança para impedir gritos, diz delegado

Muvuca Popular

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O feminicídio de Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, ocorrido na manhã de sábado (15), no bairro Alvorada, em Cuiabá, foi presenciado pelo filho da vítima, de apenas 3 anos. Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, após atirar contra a jovem, o suspeito teria levado a criança para fora do imóvel e tapado a boca do menino para impedir que ele gritasse.

Ana foi morta com um tiro na nuca. De acordo com a investigação, depois do disparo, o suspeito fechou a porta do imóvel e retirou o filho de Ana do local. Nesse momento, teria colocado a mão sobre a boca da criança para evitar que o menino gritasse e chamasse a atenção de outras pessoas.

“O crime foi feito realmente na presença de uma criança de 3 anos de idade”, afirmou Bruno ao detalhar a dinâmica do feminicídio.

A Polícia Civil também apura que o suspeito já vinha fazendo ameaças contra Ana. Segundo o delegado, os dois mantinham um envolvimento havia cerca de duas semanas e a jovem trabalhava com ele. Durante uma discussão anterior ao crime, o homem teria dito que ela “sabia com quem estava lidando”, frase interpretada pelos investigadores como uma ameaça.

Outro ponto levantado pela investigação é que o feminicídio pode ter sido planejado desde a noite anterior. Conforme Bruno, o suspeito levou Ana para casa por volta das 18h de sexta-feira e deixou a motocicleta posicionada em um local onde normalmente não costumava parar.

A suspeita da polícia é de que ele já pretendia matar a jovem naquela noite, mas teria desistido devido à presença de várias pessoas nas proximidades. Horas depois, por volta das 5h de sábado, ele retornou ao local e cometeu o crime.

Ainda segundo o delegado, o suspeito já estava com uma mala pronta antes de fugir. Para a Polícia Civil, esse detalhe reforça a linha de que o assassinato foi planejado e que o homem já havia preparado a saída após o crime.

O suspeito permanece foragido e é procurado pelas forças de segurança. A DHPP segue com as diligências para localizá-lo e concluir a apuração sobre as circunstâncias do feminicídio.

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