PL E PT JUNTOS
Natasha e Wellington se unem contra Pivetta em primeiro debate
Muvuca Popular
A médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PL) fizeram uma espécie de dobradinha contra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro debate entre os principais candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado na manhã desta terça-feira (18) pela Rádio Centro América.
Mesmo sem liderar as pesquisas, o candidato à reeleição concentrou os ataques dos dois adversários, que exploraram problemas da atual gestão, denúncias e investigações envolvendo o grupo governista. Pivetta, porém, não ficou na defensiva e direcionou as respostas mais duras contra o senador.
Natasha concentrou sua ofensiva na gestão. Questionou o preço e a qualidade das rodovias, as filas da saúde, a pobreza, o feminicídio e cobrou resultados após quase oito anos do atual grupo no comando do Estado.
Na infraestrutura, falou em asfalto que “esfarelou” e questionou por que Mato Grosso teria obras rodoviárias tão caras. Pivetta admitiu problemas pontuais, mas destacou a construção de cerca de 7 mil quilômetros de novas estradas nos últimos oito anos.
A candidata também explorou o tempo de Pivetta no governo. Ao ouvir propostas para industrialização e saúde, provocou: “O senhor teve sete anos como vice. Por que não foi feito?”.
Na assistência social, Natasha subiu o tom ao falar da pobreza. “Temos gente na fila do ossinho enquanto o ex-governador estava comendo carne com ouro”, disparou.
Wellington seguiu na mesma direção e mirou principalmente o entorno político de Pivetta. Falou em “panelinha” dentro do governo, citou investigações e afirmou que a administração estadual estaria “cheia de manchas”.
Pivetta respondeu elegendo o senador como seu principal alvo. Associou Wellington ao governo Silval Barbosa, atacou sua atuação ligada ao DNIT e chegou a perguntar se o adversário queria “voltar à cena do crime”.
Em outro momento, chamou Fagundes de “parlamentar e falastrão de carreira”.
Wellington rebateu: “Deixe de ficar falando e acusando e apresente provas. O governo está cheio de manchas e quem está dizendo isso é a Polícia Federal”.
A ofensiva conjunta contra Pivetta também apareceu de forma indireta na discussão sobre violência contra a mulher. Wellington perguntou a Natasha o que ela achava de “homem que maltrata e bate em mulher”, em uma clara alfinetada ao governador, que já foi acusado de agressão pela ex-mulher.
“Não tem o que achar, é horroroso”, respondeu Natasha, que defendeu medidas mais duras de proteção às mulheres.
Os candidatos ainda discutiram saúde mental, atendimento a alunos neurodivergentes, mudanças climáticas, mineração, reforma tributária e atendimento especializado no interior.
O tom de enfrentamento permaneceu até o fim. Wellington encerrou sua participação anunciando que seu grupo entrou com pedido de impugnação da candidatura de Pivetta e defendeu sua inelegibilidade com base no caso da Máfia das Ambulâncias.



