APÓS POLÊMICA EM VG
Abílio reforça proibição de campanha em horário de expediente para servidores
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
Depois da polêmica com a secretária de Educação de Várzea Grande, Maria Fernanda Figueiredo, que, apesar de fazer parte da gestão do PL, apareceu no último domingo (16) em ato de campanha de Carlos Fávaro (PSD) usando um boné do PT, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), reforçou que, na Capital, os servidores são proibidos de fazer campanha durante o horário de expediente e que orientou seu alto escalão a não entrar em polêmicas.
“A gente tem uma portaria publicada no município de Cuiabá que nenhum dos secretários ou qualquer um dos demais, eles podem, durante o horário de expediente ou até mesmo nas secretarias, participar de nenhum ato político”, explicou à imprensa na terça-feira (18).
Ele também relembrou outra medida em relação aos servidores sobre a campanha política. “A gente também colocou uma vedação de que qualquer servidor, inclusive eu, não posso entrar nos estacionamentos da Prefeitura, nos estacionamentos municipais, adesivado o veículo. Ou seja, eu não posso adesivar o meu carro e entrar no estacionamento da Prefeitura com o carro adesivado. Então, eu estou dando exemplo desse tipo de postura”.
Sobre o apoio de seu alto escalão aos adversários, o prefeito enfatizou que não pode obrigar ninguém a votar em seus candidatos, mas que não espera nenhuma surpresa nesse sentido.
“Eu não tenho que cobrar para nenhum secretário em nenhuma reunião e também não tenho cobrado para que nenhum secretário faça algum tipo de atividade como essa. E tenho me posicionado falando: ‘olha, a todos os secretários do município de Cuiabá, bem como servidores em cargos comissionados, que são aqueles servidores de confiança do prefeito, evite fazer esses tipos de atividade para que não gere nenhum constrangimento'”, pontuou.
“Eu não tenho como obrigar ninguém a votar em ninguém. Cada um toma decisão em quem vai votar, o que vai fazer. Porém, a prática da nossa gestão e a orientação da nossa gestão é que não haja, dentro da esfera da gestão, essas manifestações. Eu não percebi no município de Cuiabá nenhum secretário que tivesse posicionamento mais nessa linha [de esquerda]. Eu não percebi, mas seria uma surpresa”, argumentou ainda.



