AUTOFINANCIAMENTO
Sete candidatos à reeleição já colocaram dinheiro do próprio bolso nas campanhas em MT
Gustavo Castro
Sete dos 23 deputados estaduais de Mato Grosso que disputam a reeleição já utilizaram recursos próprios para financiar as próprias campanhas eleitorais deste ano. Até a publicação desta matéria, somente Eduardo Botelho (União), Max Russi (Podemos), Paulo Araújo (PP), Diego Guimarães (Republicanos), Fabinho (Podemos), Nininho (Republicanos) e Valmir Moretto (Republicanos) haviam registrado esse tipo de aporte no sistema da Justiça Eleitoral.
Juntos, os sete parlamentares já colocaram R$ 321 mil nas próprias candidaturas. O maior valor foi declarado por Eduardo Botelho, que destinou R$ 200 mil do próprio patrimônio para a campanha. O montante representa mais de 60% de todo o dinheiro aplicado pelos próprios candidatos entre os 23 parlamentares que buscam permanecer na Assembleia Legislativa.
Na sequência aparecem Max Russi e Paulo Araújo, com R$ 30 mil cada. Diego Guimarães, Fabinho e Nininho registraram aportes de R$ 20 mil, enquanto Valmir Moretto declarou R$ 1 mil em recursos próprios.
Os valores constam nos registros de arrecadação eleitoral apresentados à Justiça Eleitoral. Como as prestações de contas são atualizadas ao longo da campanha, outros candidatos ainda podem registrar posteriormente o uso de dinheiro próprio nas respectivas candidaturas.
Veja quanto cada um já colocou
- Eduardo Botelho (União): R$ 200 mil
- Max Russi (Podemos): R$ 30 mil
- Paulo Araújo (PP): R$ 30 mil
- Diego Guimarães (Republicanos): R$ 20 mil
- Fabinho (Podemos): R$ 20 mil
- Nininho (Republicanos): R$ 20 mil
- Valmir Moretto (Republicanos): R$ 1 mil
Recursos próprios
O uso de recursos próprios é permitido pela legislação eleitoral, desde que respeitados os limites e as regras estabelecidos para a prestação de contas. O candidato também pode receber doações financeiras ou estimáveis em dinheiro de pessoas físicas, recursos repassados por outros candidatos e partidos e receitas obtidas com eventos ou comercialização de bens e serviços.
As legendas também podem financiar as candidaturas com recursos próprios, incluindo valores do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de outras receitas permitidas pela legislação.
Todo o dinheiro utilizado na campanha precisa ser declarado à Justiça Eleitoral, que disponibiliza os dados por meio do sistema DivulgaCandContas. Os registros podem sofrer alterações e receber novas informações durante o período eleitoral.



