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DIVERGÊNCIA COM UNIÃO

Mauro vê “equívoco” na troca de vice, mas diz que grupo segue unido

Do Local - Renato Ferreira

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O ex-governador Mauro Mendes (União) admitiu, ao Muvuca Popular, que discordou da decisão de Otaviano Pivetta (Republicanos) de substituir Fábio Garcia (União) por Gisela Simona (União) na composição para a vice, classificou a mudança como um “equívoco”, mas afirmou que respeita a escolha por entender que a definição do vice cabe ao candidato ao governo.

Mauro disse que, apesar do desentendimento provocado pela troca, não houve rompimento dentro do grupo político. Segundo ele, divergências fazem parte da construção política e não impedem a manutenção da aliança para as eleições.

“Eu discordei da decisão dele, mas respeitei. Eu discordei porque ele cometeu um equívoco e vai ter provavelmente algum desdobramento presente e futuro”, afirmou nesta quarta-feira (19), em entrevista ao Muvuca Popular.

Na avaliação de Mauro, porém, a prerrogativa para escolher o companheiro de chapa é de Pivetta. Ele lembrou que tomou decisões semelhantes quando disputou o Governo de Mato Grosso e sustentou que o atual candidato também tem autonomia para definir sua composição.

“Ele é o candidato e eu sempre disse: quem escolhe o candidato a vice é o candidato ao governo”, declarou.

Mauro citou as próprias eleições de 2018 e 2022 para reforçar o argumento de que a escolha do vice deve permanecer sob responsabilidade de quem encabeça a chapa. Para ele, portanto, a discordância não altera o compromisso com o projeto político.

Questionado sobre a situação atual do grupo, o ex-governador foi direto ao negar qualquer ruptura e afirmou que os aliados continuam trabalhando conjuntamente, com Pivetta na disputa pelo Governo e ele próprio na corrida ao Senado.

“Todos unidos. Ter divergência não significa ter ruptura. A gente pode divergir e continuar caminhando junto”, afirmou.

Mauro encerrou destacando que, apesar do episódio envolvendo a composição da chapa, os pontos de convergência entre os integrantes do grupo permanecem maiores do que as diferenças.

“A divergência faz parte da democracia. Entretanto, aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que eventualmente possa nos separar”, disse.

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