APÓS ATO DE SECRETÁRIA DE VG
Abílio diz que seria ‘surpresa’ secretário de Cuiabá ir a ato de Fávaro com boné do PT
Renato Ferreira
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que seria uma “surpresa” encontrar algum secretário municipal participando de atos políticos nos moldes do episódio envolvendo a secretária de Educação de Várzea Grande, Maria Fernanda. No último domingo (16), ela participou de um ato de campanha do senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, ocasião em que apareceu usando um boné do PT.
Questionado se os integrantes do primeiro escalão da Capital estariam mais alinhados politicamente a ele, Abílio disse não ter identificado entre seus secretários posicionamentos semelhantes ao registrado na cidade vizinha.
“Olha, eu não percebi no município de Cuiabá nenhum secretário que tivesse posicionamento mais nessa linha. Eu não percebi, mas seria uma surpresa, não tem isso, eu acho”, afirmou.
O prefeito explicou que sua gestão adotou regras para evitar manifestações político-eleitorais dentro da estrutura da administração municipal. Segundo Abílio, uma portaria proíbe secretários e demais servidores de participarem de atos políticos durante o expediente ou dentro das secretarias.
A restrição, conforme o prefeito, alcança até mesmo a utilização dos estacionamentos municipais por veículos adesivados com propaganda eleitoral. Abílio citou o próprio caso para afirmar que também está submetido à regra.
“Eu não posso adesivar o meu carro e entrar no estacionamento da prefeitura com o carro adesivado. Então eu estou dando o exemplo desse tipo de postura”, declarou.
Abílio também afirmou que não utiliza materiais de campanha dentro da Prefeitura por entender que o ambiente deve ser destinado exclusivamente às atividades administrativas.
“Eu não ando com praguinha dentro da prefeitura, eu não ando com adesivo de candidato dentro da prefeitura, porque eu entendo que esse espaço é um espaço que deve ser focado à gestão”, disse.
O prefeito acrescentou que não exige a participação de secretários em reuniões ou atividades políticas e afirmou que cada servidor tem liberdade para definir em quem votar. Apesar disso, disse que a orientação é para que secretários e ocupantes de cargos comissionados evitem manifestações que possam misturar campanha eleitoral com a administração municipal.
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