LEVADA PARA SP
Dona de bar de luxo na Praça Popular é presa pela PF por tráfico internacional de drogas
Gustavo Castro
A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, dona do bar Tatu Bola, na Praça Popular, em Cuiabá, foi presa nesta terça-feira (25) durante a Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa especializada na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo.
A prisão de Thatiana ocorreu em Cuiabá. Ela está entre os alvos das três prisões preventivas determinadas pela Justiça Federal no âmbito da operação, que também cumpre três mandados de busca e apreensão. Conforme apurado pela reportagem, a empresária foi encaminhada para São Paulo.
Thatiana é conhecida no meio empresarial de Cuiabá e é sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular. Apesar da prisão da empresária, não há informação de que o estabelecimento seja alvo da investigação ou tenha sido utilizado para a prática dos crimes apurados.
Além das prisões e buscas, foram determinadas medidas de apreensão de aeronaves e bloqueio e sequestro de bens e valores dos investigados. A decisão foi expedida pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas (TO).
A Polícia Federal também solicitou a inclusão de outros 10 alvos nos mecanismos de Difusão Vermelha da Interpol, utilizado para localizar pessoas procuradas internacionalmente.
Transportes de drogas
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que a organização criminosa atuava na estruturação de voos, utilização de aeronaves e pistas clandestinas e fornecimento de suporte logístico para o transporte de grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo.
A droga e o armamento teriam origem na Bolívia e no Peru e seriam transportados para o Brasil por meio da estrutura montada pelo grupo.
A investigação teve origem em apurações relacionadas a recentes apreensões de drogas realizadas no Tocantins. A partir desses casos, os investigadores identificaram suspeitas sobre a existência de uma estrutura organizada para viabilizar o transporte aéreo dos carregamentos.
A operação é realizada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Tocantins (DRE/TO), pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) e por policiais federais do Pará.
Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados durante o avanço das investigações.
Até o momento, a Polícia Federal não detalhou qual teria sido a participação individual de Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro na organização investigada.
O espaço segue aberto para manifestação da defesa.



