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MONSTRUOSIDADE

Câmera registra momento em que bebê é jogado em lixeira em condomínio de VG; veja

Gustavo Castro e Renato Ferreira

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Câmeras de segurança do edifício onde uma recém-nascida foi encontrada morta em uma lixeira registraram o momento em que a própria mãe, de 25 anos, deixa o material no local durante a madrugada de 23 de julho, em Várzea Grande. A gravação foi feita às 1h03 e integra as imagens analisadas pela Polícia Civil para identificar a responsável pelo descarte.

No vídeo, a mulher aparece usando uma blusa sem alça e uma saia enquanto caminha pelo edifício. Em uma das mãos, ela segura uma sacola que aparenta ser preta e, na outra, carrega uma sacola branca. Conforme apontado pela investigação, dentro do material estava a recém-nascida.

A mulher segue em direção ao local destinado ao descarte de resíduos e deixa as sacolas em uma espécie de caçamba. A gravação termina nesse momento. Pelas imagens, é possível observar que ela aparentemente retorna em direção à residência após abandonar o material.

Durante o trajeto registrado pelas câmeras, a mulher aparenta caminhar normalmente, sem apresentar dificuldade de locomoção. O semblante também não demonstra, de forma evidente, sinais de dor ou sofrimento físico naquele momento.

A sequência, no entanto, mostra apenas o comportamento da mulher durante o deslocamento pelo edifício e não permite, isoladamente, concluir qual era seu estado físico ou emocional naquele instante.

Segundo o depoimento prestado posteriormente à Polícia Civil, a mulher afirmou que havia dado à luz sozinha horas antes, dentro do banheiro de casa, após entrar inesperadamente em trabalho de parto.

Ela declarou que acreditava que a bebê havia nascido sem vida e, em meio a um estado de “desespero e confusão emocional”, teria colocado a criança em uma caixa junto com a placenta e outros resíduos do parto.

Bebê nasceu com vida

A recém-nascida foi encontrada por um funcionário do condomínio no dia 23 de julho, dentro de uma caixa de papelão, envolvida em uma sacola plástica e ainda com o cordão umbilical.

A perícia apontou que a menina tinha aproximadamente 26 semanas de gestação, cerca de seis meses, e pesava 750 gramas. Não foram identificados sinais de violência física.

O exame, porém, indicou que houve respiração após o nascimento, demonstrando que a bebê nasceu com vida e sobreviveu por um curto período. A causa da morte ainda não foi determinada.

A Polícia Civil aguarda exames e laudos complementares para esclarecer as circunstâncias do parto e da morte. A investigação também apura a possibilidade de o parto ter sido provocado por alguma substância ou outra forma de intervenção.

A mãe da criança foi identificada após a análise das imagens e prestou depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, ela deverá ser indiciada inicialmente por homicídio, mas a classificação poderá ser alterada conforme o resultado dos exames.

Veja:

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