CORRERAM PARA EVENTO
Fagundes e Medeiros sabiam de agenda, mas não foram convidados para acompanhar Flávio
Muvuca Popular
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, colocou fim às especulações de que o senador Wellington Fagundes teria sido deixado de fora da agenda de Flávio Bolsonaro no Estado e precisado correr atrás do encontro. Segundo ele, tanto Fagundes quanto o deputado federal José Medeiros foram comunicados sobre a visita e decidiram acompanhar o presidenciável em Campo Novo do Parecis.
A passagem de Flávio Bolsonaro por Mato Grosso, na segunda-feira (31), gerou rumores depois que imagens do encontro com lideranças indígenas e políticos do PL começaram a circular nas redes sociais. A agenda havia sido organizada para a gravação de material eleitoral, e a presença de Fagundes e Medeiros passou a ser interpretada como uma disputa interna pela proximidade com o candidato à Presidência.
Ananias, porém, rejeita essa leitura. De acordo com ele, não houve favorecimento a nenhum dos dois pré-candidatos ao Senado e nem tentativa de afastar Wellington da agenda.
Segundo o dirigente, todos foram informados ainda pela manhã de que Flávio estaria no município. A própria direção nacional do PL teria feito contato com Wellington e Medeiros para comunicar o compromisso. “Nós ligamos para o presidente nacional, ligou tanto para o Medeiros como para o senador Wellington”, afirmou Ananias.
A explicação contrasta com a versão de que Wellington teria sido “esquecido” ou excluído da agenda. O próprio senador havia dito que a confirmação de sua participação ocorreu em cima da hora, enquanto relatos publicados após o encontro apontaram que houve uma corrida de aliados para chegar a Campo Novo do Parecis.
SEM PRIVILEGIADOS
Ananias também afastou a ideia de que Medeiros teria recebido tratamento privilegiado por ter participado da organização da visita. Segundo ele, a agenda tinha finalidade específica: Flávio foi ao Estado para gravar material para o programa eleitoral, e não para realizar um ato político formal do PL.
“Ele veio somente para gravar para o programa eleitoral”, explicou.
O presidente estadual também negou que a viagem de Wellington e de Medeiros tenha ocorrido em momentos diferentes por falta de comunicação. Segundo Ananias, os grupos seguiram para o aeroporto praticamente no mesmo horário, mas houve um problema na decolagem do avião utilizado pelo grupo ligado ao PL, provocando um atraso de aproximadamente 40 minutos.
“Nós fomos pro aeroporto praticamente na mesma hora. Só que deu um problema na decolagem nossa. Nós decolamos 40 minutos após”, relatou.
A declaração reforça a versão de que a distância temporal entre os políticos não representou qualquer tentativa de excluir Wellington do encontro.
Para Ananias, a repercussão em torno da agenda acabou sendo ampliada por interpretações políticas em um momento de forte disputa eleitoral. O dirigente classificou como “narrativas” as versões que tentam apresentar desunião entre os principais nomes do PL em Mato Grosso.
“Não faltou comunicação não”, afirmou.
O presidente estadual disse ainda que não vê motivo para preocupação com a repercussão do episódio e sustentou que o partido está concentrado na disputa pelo Governo do Estado, com Wellington Fagundes como candidato.



