O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, minimizou a divisão interna devido ao pleito deste ano e afirmou que os rachas fazem parte do cenário político de todas as siglas neste processo eleitoral. Ao mesmo tempo, elevou o tom contra prefeitos que foram eleitos com apoio e estrutura do PL, mas decidiram declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mesmo a agremiação tendo o senador Wellington Fagundes (PL) como candidato.
“Eu quero saber qual partido que não está dividido”, afirmou Ananias, ao ser questionado sobre a existência de uma suposta divisão do PL em três grupos. Segundo ele, a mesma situação se repete em outras legendas e coligações que disputam a eleição majoritária no Estado.
“Eu quero saber qual coligação que está unidade. Não tem uma coordenação aí de campanha que não tem preocupação com pessoas infiéis. Eu acho que a pessoa infiel, ela mostra o caráter dela”, completou.
Apesar de dizer que não vê problema no posicionamento individual de um político, Ananias criticou aqueles que permanecem vinculados ao PL enquanto apoiam um candidato de outra composição.
“Eu não acho ruim a pessoa se posicionar. Eu só acho ruim a pessoa não ter hombridade de chegar no partido e falar: olha, eu vou me afastar do partido, eu vou desfiliar do partido e vou apoiar outro candidato”, afirmou.
COBRANÇA
O dirigente também acusou alguns prefeitos de terem utilizado a estrutura partidária para conquistar a eleição e, posteriormente, não reconhecerem o papel da legenda ao escolher um candidato adversário no atual processo eleitoral.
“Quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando. Mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público, que é público, mas que é destinado por delegação aos partidos, ele deveria ter a hombridade de falar: poxa, eu tive essa estrutura, eu tive esse apoiamento e agora eu acho que eu vou retribuir”, disse.
Ananias citou nominalmente a prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti, o prefeito de Rondonópolis Cláudio Ferreira, e o Primavera do Leste, Sérgio Machnic, entre os gestores que já declararam apoio a Pivetta.
Questionado sobre possíveis medidas contra os prefeitos, o presidente do PL disse que o partido ainda está levantando informações sobre a quantidade de prefeitos que desrespeitaram a orientação partidária, para poder tomar as providências cabíveis.
“Eu estou fazendo todo o levantamento e vamos abrir o procedimento”, declarou.
Segundo Ananias, caso sejam instaurados processos internos, os envolvidos terão direito à defesa antes de qualquer decisão. “Abrir o procedimento, dar-lhe o amplo direito de defesa, que é normal aí. Nesses 30, 40 dias, 60 dias, resolve”, afirmou.



