NA DISPUTA PELA AL
Léo Bortolin fica neutro na disputa ao Paiaguás e expõe racha nas coligações
Renato Ferreira
O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) anunciou que permanecerá neutro na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Apesar de integrar uma aliança partidária, o ex-prefeito de Primavera do Leste afirmou que não subirá no palanque de nenhum candidato ao Palácio Paiaguás e atribuiu a decisão à falta de unidade entre partidos e coligações.
Léo disse que sua campanha estará concentrada nas candidaturas de Janaina Riva (MDB) ao Senado, Juarez Costa (MDB) a deputado federal e Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Para a segunda vaga ao Senado e para o Governo do Estado, porém, ele não indicará voto.
“Em relação ao Governo, neste momento, mantenho a neutralidade. Estou pedindo voto para a minha senadora e faço grande parte das minhas dobradas com o deputado federal Juarez Costa, em reconhecimento ao que ele fez, principalmente pelos menores municípios do Estado. Também apresento o meu candidato a presidente, que é o Flávio”, afirmou.
Segundo Bortolin, a indefinição não é exclusiva do MDB. Ele citou as divergências internas no PL, partido do candidato Wellington Fagundes, e no União Brasil, que integra a chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), para sustentar que nenhuma aliança conseguiu estabelecer uma posição uniforme nesta eleição.
“Essa é uma eleição em que não existe coesão partidária em nenhum dos grupos ou coligações. Não é um problema do MDB com o PL. É um problema que está dentro do próprio PL e também dentro do União Brasil em relação ao Republicanos. É uma eleição totalmente atípica”, avaliou.
Léo afirmou que seria incoerente cobrar fidelidade do MDB enquanto lideranças do próprio PL se recusam a apoiar Wellington e aderem à candidatura de Pivetta.
“A gente não pode agir com hipocrisia. Não tem como exigir isso do MDB se candidatos e lideranças do PL não estão seguindo o próprio candidato ao Governo. O candidato da coligação não consegue impor essa unidade nem dentro do partido dele”, disse.
O emedebista justificou ainda que seus apoiadores estão divididos entre os candidatos ao Governo e que escolher um dos lados poderia provocar perdas políticas. Ele também declarou não ter recebido apoio financeiro de nenhum dos postulantes ao cargo.
“Não estou tendo apoio financeiro de nenhum candidato ao Governo, não sou amigo pessoal de nenhum deles e, quando precisei de apoio para a AMM, não tive. Então, por que optar por um ou por outro? As pessoas que estão me ajudando a construir esse projeto são unânimes em relação à neutralidade”, explicou.
Bortolin também defendeu que Janaina busque na Justiça Eleitoral espaço equivalente ao concedido ao deputado federal José Medeiros (PL) na propaganda eleitoral. Segundo ele, caso esteja amparada pela legislação, a candidata deve reivindicar o próprio direito.
“Ela tem que buscar aquilo que traz equilíbrio entre os dois. Se está amparada pela legislação, precisa ir atrás dos direitos dela, como eu também faria”, declarou.
Ao comentar os ataques de Medeiros contra Janaina, Léo afirmou que o adversário se sente ameaçado pelo desempenho eleitoral da emedebista e avaliou que o deputado errou ao adotar um tom pejorativo.
“Eu sou contra qualquer tom pejorativo ou ataque agressivo em uma campanha. Acho que isso é uma briga por espaço. É claro que ele se sente ameaçado pela Janaina, mas também é um grande candidato. Na minha visão, ele errou nisso”, concluiu.



