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“NÃO FOI SURTO”

Filha diz que Estado banca “colônia de férias” para homem que matou a mãe dela; veja

Muvuca Popular

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A filha de Gleici Keli Geraldo de Souza, morta a facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, publicou uma série de mensagens nas redes sociais para contestar a versão de que o acusado teria agido durante um surto psiquiátrico.  As imagens que mostram dia que antecedem o crime, conversas com familiares e até mesmo a seleção da arma do crime, foram divulgadas pelo advogado Rodrigo Pouso que atua no caso pela família das vítimas.

Nos relatos, ela afirmou que câmeras de segurança registraram a movimentação do agrônomo antes e durante o crime. Segundo a jovem, cerca de 40 minutos antes do ataque, Daniel teria conferido o quarto onde a esposa e a filha dormiam e tentado desligar uma das câmeras instaladas na casa.

“Se alguém comete um crime e alega insanidade mental, que não tinha capacidade para compreender o que fazia no momento, mas, nos 40 minutos anteriores, confere o quarto para ver se as vítimas seguem dormindo, escolhe a arma do crime e lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la, ainda em círculos tomando coragem”, escreveu.

A filha de Gleici também descreveu a sequência do ataque. Conforme a publicação, depois de matar a esposa, o agrônomo teria deixado o local e retornado para atacar a filha do casal, que tinha 8 anos na época.

Segundo ela, o acusado desceu as escadas, abriu a garagem, pegou outras duas facas e voltou para atingir a criança com quatro golpes nas costas e outro no peito. A menina sobreviveu após ser socorrida e internada.

Em outra publicação, a filha da vítima questionou o fato de Daniel ter conversado com a própria irmã dois dias antes do crime. Conforme o relato, após esse diálogo, a mulher teria pedido a Gleici que escondesse as facas existentes na residência.

“Se essa pessoa, inclusive, conversa com a irmã dois dias antes do crime e ela, uma hora após essa conversa, pede para esconder as facas de casa? Se pressentimento ruim para mim tem outro nome”, afirmou.

O advogado Rodrigo Pouso, em rede social, ainda criticou o uso de recursos públicos no tratamento psiquiátrico do acusado. Segundo ele, mais de R$ 200 mil dos cofres estaduais já teriam sido destinados ao atendimento de Daniel em uma unidade particular.

“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto”, escreveu a jovem.

Ela também questionou uma possível prioridade concedida ao agrônomo para receber tratamento fora da rede pública. “Se no hospital público não há vagas, resta a alternativa: trate no presídio assim como todos os outros detentos. Ou esse é especial?”, completou.

Gleici foi morta aos 42 anos, enquanto dormia, em junho de 2025. A defesa de Daniel sustenta que ele agiu durante um surto. Uma primeira avaliação psiquiátrica apontou que o agrônomo teria esquizofrenia e transtorno bipolar. Ele permanece internado em uma unidade psiquiátrica.

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