CRÍTICAS AO STF
Deputado do PT acusa ministro André Mendonça de estar a serviço serviço da família Bolsonaro; veja
Muvuca Popular
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), candidato à reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), acusou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de agir a serviço da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada nesta quarta-feira (9), após o ministro Flávio Dino revogar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Segundo Lúdio, Mendonça teria atuado de forma partidária ao afastar o chefe da PF, instituição responsável pela investigação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para o parlamentar, o ministro não demonstra a mesma disposição diante das suspeitas que envolveriam Vorcaro e integrantes da família Bolsonaro.
“Infelizmente, é triste verificar que um ministro do Supremo está agindo partidariamente em suas decisões. E que bom que hoje a decisão em relação ao diretor da Polícia Federal foi revogada”, afirmou.
Lúdio declarou que o STF deveria aprofundar as investigações sobre supostas relações financeiras entre Vorcaro e a família Bolsonaro. Na avaliação do petista, a atuação de Mendonça demonstra proteção política aos aliados do ex-presidente.
“O Banco Master e o Daniel Vorcaro são um problema da família Bolsonaro, e o Supremo precisa agir para revelar todos os crimes que foram cometidos, e não para proteger a família Bolsonaro”, disse.
O deputado também afirmou que Vorcaro recebeu autorização para atuar como banqueiro durante o governo Bolsonaro e que as irregularidades atribuídas ao Banco Master ocorreram durante a gestão anterior do Banco Central. Ele citou ainda encontros entre o empresário e integrantes da direção da autoridade monetária.
Lúdio mencionou os investimentos realizados pelo Rioprevidência, responsável pelas aposentadorias dos servidores públicos do Rio de Janeiro, em ativos ligados ao Banco Master. Para ele, as relações políticas e financeiras envolvendo a instituição precisam ser investigadas.
Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, haviam sido afastados na terça-feira (8), por decisão de André Mendonça. O ministro submeteu a determinação à Segunda Turma do STF, que formou maioria para mantê-la, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Nesta quarta-feira, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois dirigentes e estabeleceu que sua decisão seja analisada exclusivamente pelo plenário da Corte.
Apesar das críticas a Mendonça, Lúdio defendeu que qualquer ministro do Supremo seja investigado diante de suspeitas, incluindo Alexandre de Moraes.
“Não tem que haver proteção para qualquer ministro do Supremo, nem para André Mendonça, nem para Alexandre de Moraes. Se fez coisa errada, se cometeu crime, tem que ser investigado e punido de forma exemplar”, concluiu.



