SABATINA ALIANÇA DO SETOR PRODUTIVO
Fávaro defende transição no fim da escala 6×1 para preservar empregos e empresas
Muvuca Popular
O senador e candidato à reeleição, Carlos Fávaro (PSD), defendeu que uma eventual extinção da escala de trabalho 6×1 seja acompanhada por um período de transição e por regras específicas para cada setor da economia. A declaração foi dada durante um debate promovido por entidades do setor produtivo na tarde desta quarta-feira (9), em Cuiabá.
Questionado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Mato Grosso, Fávaro afirmou que a mudança precisa considerar a realidade de atividades que funcionam aos fins de semana e feriados, como supermercados, farmácias, restaurantes, hotéis, lojas de conveniência e prestadores de serviços.
Segundo o senador, uma alteração imediata, sem planejamento, poderia elevar os custos das empresas, provocar repasses aos consumidores e ameaçar postos de trabalho. Por isso, ele defendeu prudência na análise da proposta pelo Congresso Nacional.
Para Fávaro, a regulamentação deve permitir que as empresas reorganizem as escalas e, quando necessário, contratem novos funcionários sem comprometer a viabilidade financeira dos negócios.
“Se a empresa precisar contratar mais colaboradores, isso precisa ser regulamentado de forma que seja melhor para a empresa, dê qualidade de vida aos trabalhadores e mantenha a eficiência”, afirmou.
O senador também destacou que pequenos estabelecimentos precisam receber atenção especial. Segundo ele, parte do comércio funciona com poucos empregados e depende diretamente do trabalho dos proprietários e de seus familiares.
Fávaro declarou que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas ressaltou que a mudança deve ser construída com diálogo entre empregados, empresários e o poder público.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força no Congresso Nacional. As principais centrais sindicais do país pressionam os senadores para antecipar a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada para 40 horas semanais e acaba com o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.



