O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) defendeu a simplificação de procedimentos e mudanças na administração pública para reduzir custos e melhorar o ambiente de negócios no país. A declaração foi feita na noite de segunda-feira (14), durante o evento “Diálogos com os Candidatos”, realizado pela CDL Cuiabá, Fenabrave-MT, Sindipetróleo e Abrasel.
“Nós nunca seremos um país de primeiro mundo com uma administração pública de terceiro padrão. Por trás das grandes empresas existem gestores e administrações eficientes. O governo brasileiro, infelizmente, com a burocracia e tudo o que temos, é extremamente deficiente”, afirmou.
Também participaram da sabatina o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, e a candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP). Segundo o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnan, os quatro setores representados pelas entidades concentram mais de 40% da mão de obra do comércio e dos serviços e respondem por quase metade dos impostos arrecadados em Mato Grosso.
Durante o encontro, Mauro afirmou que o excesso de documentos e registros exigidos pelo poder público aumenta os custos para empresas e cidadãos. Para ele, a melhoria do ambiente econômico depende de medidas capazes de simplificar a relação da população com o Estado.
“A burocracia leva à ineficiência, e a ineficiência leva a custos. O ambiente de negócios pode melhorar a partir do momento em que a gente simplifica. Para isso, é preciso ter coragem para tomar medidas disruptivas”, disse.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um documento único que concentre dados pessoais e profissionais. Segundo Mauro, informações atualmente distribuídas entre CPF, RG, Carteira Nacional de Habilitação, Cartão SUS e registros de conselhos profissionais poderiam ser vinculadas a uma única identificação.
“Se eu tivesse o poder de determinar, todo mundo deveria ter apenas um documento. Se tirou carteira de motorista, estaria lá que aquela pessoa está habilitada. Se é engenheiro, médico ou qualquer outro profissional, essa informação também estaria vinculada ao mesmo documento”, explicou.
O candidato também criticou o que chamou de “mania cartorial” e afirmou que interesses corporativos e resistências internas dificultam a modernização dos serviços públicos.
“Tem que acabar com essa mania cartorial de todo mundo querer ter o seu poder. Se a gente não acabar com isso, vamos continuar sendo um país provinciano. Nosso ambiente econômico está preso a um país extremamente burocrático e cartorial”, declarou.
Mauro relacionou as propostas à experiência que teve à frente do Governo de Mato Grosso. Segundo ele, as medidas de gestão adotadas durante sua administração permitiram recuperar a capacidade financeira do Estado e ampliar os investimentos, apesar das resistências enfrentadas.
Caso seja eleito senador, Mauro afirmou que pretende liderar discussões no Congresso para alterar leis, eliminar entraves e tornar mais eficiente a relação entre cidadãos, empresas e poder público.



