ALTA NAS BOMBAS
Preço da gasolina dispara em Cuiabá e Cade é acionado para investigar preços
Muvuca Popular
O preço da gasolina, que já chega a R$ 6,99 em postos de Cuiabá, entrou na mira do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que deverá verificar se os valores praticados na Capital e em outras cidades de Mato Grosso seguem as regras de livre concorrência. O pedido foi feito pelo senador Carlos Fávaro (PSD).
A suspeita surgiu após consumidores e motoristas relatarem uma diferença considerada significativa nos preços cobrados em diferentes municípios. Em Cuiabá, a gasolina passou a ser encontrada por até R$ 6,99, enquanto há relatos de valores menores em cidades como Sinop e Rondonópolis.
O etanol também sofreu aumento nas últimas semanas, passando de cerca de R$ 3,79 para R$ 3,99 em alguns estabelecimentos.
Possível combinação de preços
A apuração deverá verificar se os reajustes possuem justificativa nos custos da cadeia de distribuição ou se existem indícios de combinação de preços entre os revendedores.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a gasolina comum tinha preço médio de R$ 6,97 em Cuiabá na pesquisa referente à semana de 30 de agosto a 5 de setembro. Na semana seguinte, a média estadual também permaneceu próxima de R$ 6,80.
O levantamento mais recente da ANP, referente ao período de 6 a 12 de setembro, mostra diferenças entre os municípios monitorados. Em Sinop, por exemplo, a média da gasolina comum ficou em R$ 6,52, enquanto em Rondonópolis foi de R$ 6,62.
A diferença de preços, por si só, não caracteriza irregularidade. O Cade deverá avaliar se há elementos que indiquem prática anticoncorrencial.
Pedido de investigação
A solicitação para que o órgão analise os preços foi anunciada pelo senador Carlos Fávaro (PSD) durante entrevista à Rádio Capital, após relatos de motoristas sobre os valores praticados nos municípios.
O senador afirmou que pretende acompanhar a apuração para verificar se existe formação de cartel ou outra conduta que prejudique a concorrência.
Os postos têm liberdade para definir os próprios preços, e os valores podem variar de acordo com custos de transporte, distribuição, tributos e condições de mercado. A investigação deverá justamente verificar se os preços praticados estão dentro dessas condições ou se há indícios de coordenação entre os estabelecimentos.
A ANP mantém levantamento semanal dos preços dos combustíveis vendidos nos postos de todo o país.



