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CHEFIA DO CRIME

Angeliquinha manteve comando de facção mesmo foragida na Bolívia, diz delegado

Muvuca Popular

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Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, teria continuado exercendo o comando de uma facção criminosa mesmo após fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá, e se estabelecer em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo o delegado Victor Hugo Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), nem mesmo o período em que esteve presa teria interrompido a atuação dela como liderança do grupo.

“A gente tem nas investigações que ela liderava a organização criminosa mesmo presa. Então, mesmo dentro da cadeia, ela tinha uma hierarquia de superioridade com as outras detentas ali no presídio Ana Maria do Couto”, afirmou Victor Hugo.

Angeliquinha, de 34 anos, foi localizada nesta terça-feira (22), após permanecer foragida desde 17 de agosto de 2025. De acordo com o delegado, ela é apontada como a principal liderança da organização criminosa no extremo norte de Mato Grosso, principalmente em Alta Floresta e municípios da região.

Segundo a Polícia Civil, Angeliquinha ganhou espaço dentro da organização criminosa à medida que passou a se destacar nas atividades do grupo. A prisão, conforme o delegado, não retirou dela a posição ocupada dentro da estrutura da facção.

“Desde que ela começa a se destacar nas atividades criminosas, ela passa a ser a líder da organização criminosa naquela região. A partir disso, ela não sai mais da liderança, mesmo quando é presa e mesmo quando estava na Bolívia”, disse.

A atuação atribuída a Angeliquinha envolve diferentes frentes criminosas no extremo norte de Mato Grosso. Segundo o delegado, ela exercia influência sobre o tráfico de drogas, circulação de armas e extorsões contra garimpos da região.

“Ela atua na liderança completa. É a mulher que lidera toda aquela região, a líder da facção mesmo. Ela faz extorsões a garimpos, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento”, declarou.

O delegado também afirmou que Angeliquinha é investigada como mandante de grande parte dos homicídios relacionados à facção em Alta Floresta e cidades próximas.

“Ela é a mandante de, vamos colocar, 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e circunvizinhanças. Então, é uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou Victor Hugo.

Angeliquinha acumula aproximadamente 260 anos em condenações e, segundo a Polícia Civil, ainda possui seis mandados de prisão em aberto por crimes diversos, entre eles homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.

Após a captura em Santa Cruz de La Sierra, ela permanece sob responsabilidade das autoridades bolivianas. Os procedimentos para deportação ou expulsão estão em andamento e, posteriormente, Angeliquinha deverá ser recambiada para Mato Grosso, onde voltará ao sistema penitenciário.

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