Cinco dos seis candidatos ao Governo de Mato Grosso assinaram uma carta com compromissos para a primeira infância e a educação na gestão de 2027 a 2030. A entrega do documento foi concluída nesta quarta-feira (23) pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Antonio Joaquim. O candidato Sargento Laudicério foi procurado, mas, segundo o tribunal, não respondeu ao contato.
Assinaram a carta Natasha Slhessarenko, Wellington Fagundes, Rafael Milas, Mauricio Coelho e Otaviano Pivetta. O documento foi elaborado pelo Gabinete de Articulação para Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), grupo formado por instituições públicas e entidades da sociedade civil.
Entre as medidas propostas estão o apoio do Estado aos municípios para concluir obras de creches, o levantamento da demanda por vagas e a ampliação do atendimento a estudantes que precisam de apoio. A carta também prevê ações conjuntas nas áreas de educação, saúde e assistência social, além da inclusão de políticas para a primeira infância no planejamento e no orçamento estadual.
Na alfabetização, a meta apresentada é que todas as crianças terminem o 2º ano do ensino fundamental alfabetizadas e com aprendizagem adequada em matemática. O documento propõe a divulgação de indicadores por município e de balanços sobre os recursos destinados à primeira infância.
Ao assinar a carta, os candidatos assumiram o compromisso de considerar as medidas em seus programas de governo e, caso eleitos, divulgar periodicamente o andamento das ações. “Temos que ter a boa-fé e a convicção de que todos assinaram com o propósito de cumprir esse compromisso”, afirmou Antonio Joaquim.
Natasha disse que pretende ampliar as vagas em creches, inclusive com o uso de espaços sociais enquanto novas unidades são construídas. Wellington afirmou que priorizará creches e educação inclusiva. Pivetta defendeu uma atuação integrada entre Estado e municípios. Rafael Milas associou os investimentos na primeira infância ao desempenho dos alunos nos anos seguintes, enquanto Mauricio Coelho disse que pretende executar as propostas caso seja eleito ou cobrar sua implementação se não vencer a disputa.



