O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) classificou como “absurdo” o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula (PT) a poucos dias da eleição. Candidato ao Senado, ele questionou o momento da decisão e levantou a possibilidade de uso eleitoral do benefício.
“É um absurdo, isso é mais um dos absurdos, Brasil. Isso não vai acabar bem”, afirmou.
Para ele, a medida é totalmente eleitoreira. “[…] fazer isso em véspera da eleição é algo que não cheira bem”, completou.
Apesar da crítica, Mauro reconheceu que políticas de transferência de renda são necessárias para atender pessoas em situação de vulnerabilidade. A ressalva, segundo ele, é o que considera uma dependência excessiva desses programas.
“O Brasil precisa ter sempre, o governo precisa ter política de assistência social. Existe uma parcela de população que não tem como trabalhar, precisa de apoio, precisa de um amparo. Mas no Brasil criou-se uma dependência excessiva desses programas sociais, todo mundo reconhece e na véspera das eleições o governo faz isso de novo”, disse.
O governo federal anunciou em 17 de setembro uma recomposição de 15,04% nos valores do programa. Com a atualização, o benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com os novos valores previstos para a folha de outubro. Segundo o Executivo, a correção recompõe a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.



