CASO ZAMPIERI
TJMT confirma julgamento de trio acusado de executar advogado em Cuiabá nesta terça
Gustavo Castro
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou que o julgamento dos três réus acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri será retomado nesta terça-feira (29), a partir das 9h, no Fórum de Cuiabá. A sessão havia sido colocada em dúvida após o ataque hacker que atingiu os sistemas da Corte na semana passada.
Serão julgados Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa. A sessão será presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Na acusação atuarão os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva.
Durante o julgamento, devem ser ouvidas testemunhas indicadas pelas partes, incluindo delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, investigadores e analistas de inteligência que participaram da apuração do assassinato.
Júri já havia sido interrompido
O julgamento chegou a começar em 28 de julho, mas foi interrompido depois que um dos jurados passou mal durante a sessão. Para preservar a saúde do integrante do Conselho de Sentença e das demais pessoas presentes, o juiz determinou a dissolução do conselho e marcou uma nova sessão.
Antes da interrupção, seis testemunhas já haviam prestado depoimento. Entre elas estavam os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edison Ricardo Pick, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo.
Relembre o caso
Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, quando deixava o escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva foi o responsável pelos disparos e teria sido contratado para executar o advogado. Durante as investigações, ele confessou o crime.
Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que atuava como instrutor de tiro, é acusado de intermediar a contratação do executor e de fornecer a arma usada no assassinato. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, coronel da reserva do Exército, é acusado de participar da articulação e do financiamento da execução.
Conforme a acusação, o assassinato estaria relacionado a uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, localizada em Ribeirão Cascalheira, a 742 quilômetros de Cuiabá, e avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
O processo tramita sob o número 1000258-44.2024.8.11.0042. O TJMT informou que somente jornalistas que atuam como repórteres de texto poderão acompanhar a sessão dentro do plenário. Registros em foto e vídeo serão disponibilizados pela equipe de Comunicação do tribunal.



