SEM CHANCE
Pivetta descarta acordos por votos em eventual 2º turno contra Fagundes: “Não vou articular”
Muvuca Popular
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) descartou fazer articulações políticas ou negociar apoios para atrair eleitores de esquerda e servidores públicos caso enfrente Wellington Fagundes (PL) no segundo turno da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Pivetta afirmou que, se a eleição avançar para uma nova rodada, sua estratégia será conversar diretamente com os eleitores, sem acordos políticos em busca de votos.
“Eu não vou articular. Eu vou conversar com a população. É o que eu e a Gisela estamos fazendo. Conversando com os eleitores, com as eleitoras, com o povo de Mato Grosso”, afirmou.
A declaração foi dada após Pivetta ser questionado sobre como buscaria, em um eventual segundo turno, os votos de eleitores ligados à esquerda, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao funcionalismo público.
O governador afirmou que não pretende mudar sua forma de conduzir a campanha nem recorrer ao que chamou de “negócios” políticos para ampliar sua base eleitoral.
“Eu não gosto da articulação, eu não gosto de negócios. Nós não fazemos isso. Nós abominamos isso”, declarou.
Pivetta disse ainda que pretende manter a mesma estratégia adotada até agora caso a disputa continue após o próximo domingo.
“Se tiver segundo turno, nós vamos enfrentar com serenidade, com a mesma disposição que nós caminhamos nesse primeiro turno. E vamos encontrar com a população, que é o nosso público, com quem nós temos que falar”, afirmou.
A possibilidade de um confronto direto entre Pivetta e Wellington aparece no cenário eleitoral desta reta final. Pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro mostrou os dois tecnicamente empatados no primeiro turno, com Pivetta registrando 29% e Wellington, 27%, considerando margem de erro de três pontos percentuais. Natasha Slhessarenko (PSD) apareceu com 11%. O levantamento ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de setembro e está registrado no TSE sob o número MT-08098/2026.
Questionado ainda sobre Wellington e a promessa feita pelo senador de renunciar à candidatura caso fosse comprovado que empresas ligadas à sua família receberam incentivos fiscais, Pivetta voltou a atacar a trajetória política do adversário.
“Acho que todos vocês conhecem um pouco da história de Mato Grosso. Conhecem o jeito de fazer política que ele usa. E nós somos completamente avessos a isso”, disse.
O assunto foi um dos principais pontos de confronto entre Pivetta e Wellington durante o debate da TV Centro América, realizado na noite desta terça-feira (29). Pivetta apresentou documentos e cobrou o adversário sobre a promessa de renúncia. Wellington reconheceu durante o debate a existência de benefício fiscal concedido a uma empresa ligada à família, mas contestou a forma como Pivetta apresentou o caso.
Na entrevista, Pivetta também contrapôs sua trajetória empresarial à carreira política de Wellington.
“Eu tenho um conglomerado de empresas que recolheu, nesse período, um bilhão de reais de impostos. As empresas empregam duas mil pessoas. Eu trabalho dentro da legalidade, dentro das quatro linhas. Eu sou rigoroso nisso”, afirmou.
O governador acrescentou que presta contas regularmente à Receita Federal e voltou a se apresentar como empresário que posteriormente ingressou na vida pública.
“Eu fui empreendedor a minha vida toda. E hoje o maior empreendimento que eu faço é dedicar meu tempo para servir o povo”, concluiu.



