FIM DA CAÇADA
Vídeo mostra momento da prisão de líder do CV que estava foragido no Paraguai; veja
Gustavo Castro
O homem preso no Paraguai e apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso é João Batista Vieira dos Santos. Vídeo ao qual o Muvuca Popular teve acesso mostra o momento da prisão do criminoso, que foi localizado no início deste mês utilizando documentação falsa para tentar esconder sua identidade.
João Batista foi transferido para Mato Grosso nesta quarta-feira (30), em uma ação coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Polícia Penal de Foz do Iguaçu.
Segundo as investigações, o criminoso estava foragido da Justiça e já havia utilizado documentação falsa em outra ocasião. Em fevereiro de 2023, ele foi localizado em Pontes e Lacerda e identificado com um documento público falsificado.
O histórico investigativo de João Batista inclui suspeitas relacionadas a diferentes atividades criminosas. Em outubro de 2025, equipes da GCCO/Draco apreenderam quase duas toneladas de maconha em uma chácara vinculada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.
Túnel para resgate de presos
João Batista também é suspeito de participação em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.
Em 2022, ele foi citado em uma investigação sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).
Segundo as investigações, a estrutura seria utilizada para tentar resgatar integrantes do Comando Vermelho que estavam presos na unidade.
Raspadinhas ilegais
As investigações também apontam João Batista como responsável pela administração de recursos da facção, especialmente no esquema conhecido como “Raspa Brasil Nacional”.
Segundo a GCCO/Draco, ele era apontado como coordenador estadual e atuava na definição das diretrizes financeiras e na expansão da atividade em Mato Grosso.
Monitoramentos registraram João Batista transportando banners e materiais utilizados na divulgação das raspadinhas. Análises de aparelhos celulares também identificaram videochamadas e comunicações com outros integrantes responsáveis pelo esquema.
Ainda conforme as investigações, ele exigia planilhas com informações sobre estabelecimentos comerciais, quantidade de bilhetes distribuídos, valores arrecadados e percentuais de repasse. Em caso de descumprimento, a orientação seria acionar a chamada “disciplina” da facção.
Vida de foragido
Após deixar Mato Grosso, João Batista teria permanecido por um período no Rio de Janeiro, onde, segundo a Polícia Civil, manteve contato com outros integrantes da facção.
Posteriormente, informações obtidas durante as diligências indicaram que ele havia deixado o país e seguido para o Paraguai.
Mesmo foragido, ele manteve atividade nas redes sociais utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que tinha cinco mandados de prisão em aberto.
Em outra publicação, apareceu com uma arma de fogo com características de fuzil. Também foram identificadas postagens relacionadas a atividades físicas, bares e outros aspectos de sua rotina.
Veja vídeo:
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